Home | Currículo | Viagens | Mitologia | Arqueoastrologia | Tarot | Links | Contato

:: Viagens - Egito ::

Páginas:  [1]   [2]   [3]   [4]

Egito – Roteiro de Mitologia e História

Há 10.000 anos, fins do paleolítico surgem os primeiros povos nômades no Nilo. 5.000 anos depois, sob as bênçãos das deusas primordiais, geradoras de vida e proteção, Hathor e Ísis, o mundo viu nascer o primeiro império da civilização. Unidas aos Reis Faraós, considerados férteis e poderosos como “touros”, celebravam rituais para a ordem, abundância e fertilidade. Passaram-se vários milênios no que foi chamado pelos gregos de Idade de Ouro, algo semelhante ao jardim do Éden. O Nilo recebe anualmente as águas da chuva vindas da Etiópia formando nas suas margens uma terra preta rica em nutrientes. Os animais em número muito maior que os seres humanos determinavam leis de vida e morte dentro do Nilo e do deserto.

Grupo Egito - Novembro de 2007
Guia Nadia Greco (primeira á esquerda) e Guia local Samuel Gabala (abaixado no centro)

O Nilo, a região mais privilegiada sobre o planeta, com sua cheia anual favoreceu a cultura agrícola e a domesticação dos animais. Devido à abundância ali gerada, deu-se origem também a criação dos exércitos para proteção do seu território. Por volta de 3.000 anos antes de Cristo, as deusas mães começaram a ceder lugar aos senhores da fertilidade e da guerra nos templos, deuses masculinos como Amon e Min. E assim passaram-se outros milênios até que as deusas foram esquecidas. Graças à sensibilidade para a Arte e habilidade para a Engenharia, o povo egípcio interpretou com profundidade a natureza animal e humana e suas complexas relações com a vida e a morte e ainda hoje podemos estudar nos templos o impacto dos antigos deuses e deusas primordiais na civilização humana.

 

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

A criação no mundo egípcio

Os deuses e deusas devem ser interpretados como Potências.

Existem muitos mitos e histórias da criação egípcia. Um deles diz que no princípio da criação, o deus da terra Geb fecunda Nut, a deusa do céu gerando os pares divinos Ìsis e Osíris, Set e Néftis. Longe de interpretar como relações incestuosas, precisamos observar que esses mitos foram criados quando a humanidade não entendia como eram gerados os seres humanos e viviam em estado de pureza e ignorância. Os primeiros humanos consideravam o sangue algo mágico. O sangue feminino (menstrual) gerado sem cortes e sem dor, era relacionado ao divino; e as mulheres por possuí-lo eram consideradas filhas divinas de Hathor e Ísis a grande maga. Vem daí a grande importância das mães na linhagem sucessiva dos faraós. Por isto o símbolo ankh significa vida, ou o portão da vida, sinal do útero e do falo unidos. Por isto a deusa leoa Sekhmet está relacionada à sede de sangue humano, oscilando entre a proteção e extinção da humanidade através das oferendas de cerveja vermelha.  Outro mito muito mais antigo conta que a vaca-deusa Emeret colocou as patas na terra e aí se formou a primeira ilha com os humanos, observa-se neste mito a necessidade de sobrevivência gerando a gratidão ao animal que alimenta e acompanha na jornada terrena.  Outro mito relata o monte que apareceu entre as águas, e daí surge o escaravelho que empurra . Os templos revivem este monte primordial e o primeiro dia eterno da criação do mundo. O tempo é cíclico e não linear.

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

Os Faraós construtores

Menes iniciou a dinastia dos faraós por volta de 3.000 a C. unificando o alto e o baixo-Egito. Criou a capital Menphis fazendo em torno dela à primeira barragem de pedra do mundo. Outras construções eram feitas de adobe.

O Faraó Djoser 2.700 a C.- ficou conhecido como o “abridor de pedras” construiu a primeira tentativa de pirâmide, a pirâmide vermelha e a pirâmide escalonada em Saqaqra, uma super tentativa de engenharia, abaixo dela estão dois grandes palácios para ele e sua família habitarem depois da morte e ao redor dela estão as mastabas. Um muro circundava toda a construção.

O Faraó Snefru – ficou conhecido como “O flagelo dos bárbaros” pelas inúmeras campanhas que fez para abastecer os cofres do estado.  Seu engenheiro Imhotep foi reverenciado como um deus, até mesmo pelos gregos.

O Faraó Sesostris e a fortaleza de Buhen – primeira fortaleza superior até as construções medievais construída na Núbia, atualmente está sob as águas do lago Nasser. E os Faraós Qeops, Qefren e Mikerinos que construíram as pirâmides mais conhecidas do mundo.

Templos

Os templos foram construídos desde os primeiros faraós e foram aumentados pelos faraós sucessivos, o poder do faraó era demonstrado pela sua capacidade de construir.

Karnak - Luxor - antiga Tebas - cerca de 1.500 a C. - foi aqui por muito tempo, o mais importante centro de influência de todo Egito através do deus Amon e o mundo vivia os seguintes acontecimentos:

Os Fenícios (atual Líbano) inventaram o primeiro alfabeto fonético.
A Grécia iniciava sua expansão ocasionando a famosa guerra de Tróia.
O Império Minóico alcançava seu apogeu – O mundo era conectado por extensas e importantes rotas comerciais marítimas.

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

Luxor – (o Harém do deus). Na margem oeste encontram-se as tumbas, o vale dos Reis, nobres e Rainhas e na margem leste os centros religiosos, os templos. As pedras vinham de Aswan no período das cheias. (Aswan é nossa parada final).

Em Tebas - período da XIX e XX dinastias – por volta de 1.300 - Ramsés II e seu pai Set I, ambos de uma família de militares construíram os mais belos templos admirados até nossos dias como uma das maiores obras de engenharia. (Abu Simbel, Abydos,a sala hipóstila Pi- Ramses, etc...)

Observaremos a sala hipóstila, as colunas como plantas de um vasto campo. Vegetação, ao fundo ficava a sala do deus, onde só entravam sacerdotes e faraós. Set, um deus primordial da região de Naqda era protetor dos exércitos do faraó e de diversos. Ramses. Foi uma revolta na época de Ramses XI, denominada a “guerra dos impuros”; ocorrida entre os seguidores de Set e Amon, que fez com que Set passa a ser visto como deus do mal.  Observe no templo o lago onde os sacerdotes se purificavam, mais ao fundo.

Os templos construídos pelos faraós mais antigos e observe o obelisco de Hatshepsut (que ao todo eram seis, restou apenas um) e a sua capela vermelha.

Deuses

Entre os principais deuses que iremos conhecer nestes templos estão:

Amon - Deus criador principal está sentado num trono, segura um cetro e tem na cabeça a coroa de duas plumas e que também é representado como carneiro com chifres curvos e como ganso. Suas derivações são Amon-Min e Amon-Rá.
Min - também é conhecido por Amon Mim, deus da fertilidade, tem na cabeça duas longas plumas, e apresenta-se com o membro ereto, um braço escondido.
Mut – esposa de Amon, seu nome significa “mãe” segura um cetro longo, o ankh e a coroa do alto e baixo Egito.
Hathor – Deusa do amor, primeira mãe, também representada como vaca nos capitéis e como uma mulher com os chifres solares.
Hórus – Nasce da união de Osíris morto e Ísis. Os faraós se identificavam como a encarnação de Hórus na Terra. Representado como falcão na cabeça carrega a coroa do alto e baixo Egito.
– deus sol representado com o disco solar na cabeça.
Seth - A existência das dualidades entre os deuses se explica pela necessidade de manter o caos em ordem e uma forma de compreender a natureza negativa das coisas. No princípio um deus pré-dinástico de força, depois o vilão que assassinou Osíris.
Ísis – Muitas vezes possui asas e por vezes se confunde nas representações com Hathor. Representada por um trono que leva na cabeça.
Osíris – Ressuscitado por Ísis, ocupa o lugar do submundo e teve em sua honra o lugar de peregrinação por muitos milênios em Abydos.
Anúbis – O deus mumificador com cabeça de chacal protege as fronteiras entre vivos e mortos, era o encarregado da preparação das múmias.

Clique aqui e confira algumas fotos de Civilizações Antigas - Museu do Louvre

Deir – El Bahari

HatshepsutXVIII dinastia - Através de estudos comparativos a vida de grandes governantes, cheguei à conclusão que a rainha faraó foi à preferida de seu pai Tutmés I, sendo incentivada desde a infância por ele a aprender a governar. Seu pai iniciou a Idade de Ouro da história egípcia. Seguindo um esquema de linhagem matriarcal, onde o sangue da mãe determina a pureza da raça real, porém respeitando o sistema patriarcal, onde só os homens podem ser faraós, ela casou-se com Tutmés II filho de uma esposa secundária do harém real e tornou-se co-regente. Assim que ele morreu, ela, aos 15 anos assume a co-regência com o segundo na sucessão, Tutmés III, (que mais tarde viria a ser um dos mais importantes faraós em conquistas para o Egito) Vendo aqui uma oportunidade ela passou a reger o trono sozinha, investindo-se de uma personalidade masculina. Recentemente arqueólogos descobriram que seus registros teriam sido apagados por não aceitarem a idéia de um faraó mulher e não porque seu enteado a teria matado por ódio de usurpar o trono. Sua múmia encontra-se em exposição no Cairo.

Ao lado direito de seu palácio templário, encontramos a tumba de Sennemut, tutor de sua filha e arquiteto responsável pela obra mais importante de seu reino, onde está registrado o primeiro céu astronômico do mundo e também seu amor pela rainha através das seguintes palavras: “Trabalho para o prazer de minha rainha”.

Alexandre, o grande, desde jovem era um admirador de outras culturas e ao entrar no Egito em 332 a C. restaurou os templos que outros povos haviam destruído e saqueado. Funda a capital de Alexandria, a primeira cidade planejada. Sendo bem recebido pelos egípcios instalou ali a dinastia grega dos Ptolomeus, que durou 300 anos. Houve nesta dinastia várias Cleópatras, aliás, um nome muito comum naquela época, entre elas, Cleópatra III e Cleópatra VII, que fizeram importantes uniões políticas através do casamento, mantinham firmes rotas comerciais e construíam templos desde o Sudão até Alexandria. Cleópatra VI, mulher inteligente e poliglota ficou mal falada no Ocidente porque os romanos não admitiam a idéia de uma mulher em comando. Com a invasão dos romanos e a chegada da era Cristã teve fim a gloriosa civilização do antigo Egito.

Edfu – a cidade vitoriosa

No templo de Edfu, época Ptolomaica, 160 a C. - majestoso e muito bem preservado, observaremos diversas cenas entre elas um extenso painel com as cenas da batalha de Hórus para vencer Set e assumir o trono egípcio.  Observar numa das cenas a representação da deusa de Qadesh num carro de guerra, a deusa dos Hitittas, protetora das batalhas e também as cenas da representação dos Nomos (províncias) do Egito trazendo oferenda para Hórus. Levou 200 anos para ficar pronto.

 

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

Kom Ombo

Templo época Ptolomaica, dupla entrada para os dois deuses Sobek e Haroeris, (o Horus antigo). No fundo do templo as cenas dos primeiros instrumentos cirúrgicos do mundo, o bisturi inventado pelos egípcios (era feito de obsidiana e tinha um corte muito superior aos bisturis atuais) Cenas de parto, os médicos privilegiavam os tratamentos para natalidade e fertilidade. A deusa Sekhmet divide a cena com Hareoris e Sobek por ser protetora, um misto de médica-enfermeira.

Philae – época Ptolomaica, O templo celebra Ísis e Hathor. Com a construção da represa de Aswan foi modificado de lugar.

Curiosidade histórica:

Hipátia: filósofa, matemática, astrônoma e professora. Nasceu no Egito no século IV. Considerada na sua época como a mente mais brilhante da escola neoplatônica de Alexandria, foi convidada a tomar lugar na cadeira que Plotino ocupava na afamada Biblioteca. Morreu brutalmente assassinada por fanáticos. Motivo: ser mulher, pagã, ter dotes intelectuais singulares, beleza e eloqüência que atraíam grande quantidade de seguidores.

Texto - Nadia Greco - 8 de novembro de 2007
Fonte – diversos estudos de arqueólogos ingleses, egípcios, espanhóis, italianos e franceses.

 

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

   Aventure-se por um dos lugares mais interessantes do planeta, venha conhecer o EGITO. Seja para relaxar ou para fazer um passeio cultural e interessante, o Egito é o lugar ideal. Esqueça os conceitos ocidentais em casa e siga para uma viagem divertida e totalmente diferente de tudo que você já fez. Prepare-se para se divertir muito, o oriente é um lugar lindo, maravilhoso e com um povo encantador. É um bom momento para lembrar quanto de conhecimento e cultura os árabes trouxeram para o ocidente.

   Você vai encontrar muita literatura interessante para ler antes e dentre os que mais gosto estão:

   Egito - um olhar amoroso - Robert Solé - Ediouro
   Férias Pagãs (divertido e real relato de viagem desde Roma até o Egito);
   As 1.001 noites - um clássico dos contos orientais;
   Os livros de Naguib Mahfouz – o mais importante escritor egípcio;
   A Faraona de Tebas (Estudos de história sobre um dos e uma das personagens mais interessantes do antigo Egito);
   A Cozinha Faraônica (receitas e histórias da cozinha no tempo dos faraós), EGIPTO – O Mundo dos Faraós),

   Dentre os guias o mais completo é o Traveler – Egypt  National Geographic – em inglês, aliás em inglês e espanhol você vai encontrar dezenas de dicionários e livros sobre hieróglifos, arqueologia e  história .  Outra opção que eu recomendo é contratar os serviços do egípcio Samuel, um experiente guia profissional que me acompanhou na viagem ao Egito (através da Queensberry), garanto que terá o melhor serviço pelo melhor preço.

   Ao visitar um sítio arqueológico, um templo, uma igreja muito antiga, ruínas, você percebeu que entra em um estado de encantamento sem nem perceber bem o porquê?  A razão é porquê ao entrarmos nestes lugares especiais somos alçados à dimensão espiritual e cronológica do local visitado, e entramos numa espécie de "transe cultural", como se por um momento pudéssemos fazer parte de toda riqueza cultural existente ali, do mais divino que a mente humana foi capaz de produzir. Somos motivados a acrescentar dados emocionais e intelectuais importantes sobre a humanidade e o mundo antigo que vai muito além dos livros de história e só por isto já valeria toda a viagem.

   Bem vindo à sua segunda casa - o Egito

Para trabalhos e informações, entre em contato»

 

 

 

 

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

   Foi com esta simpática e sincera saudação que fomos recebidas nesta linda terra. Se você já não for um doido de carteirinha... Você sente que aos poucos se adapta a uma cultura totalmente diferente e começa a se divertir com os pequenos detalhes que nos aguarda em cada parada; pode-se tirar fotos com os vendedores (que írão pedir um cachê pela foto, e às vezes você é quem ganha o cachê, por sorte ganhei uns postais bem bonitos deste simpático vendedor nas pirâmides!). Por vezes terás vontade de correr dos inúmeros vendedores, então aprenda logo a dizer: lá,lá,lá, shukran! - que significa: não, não, não, obrigada! E precisa ser assim mesmo, bem decididamente, senão eles não largam do pé até você comprar algo. Também não aceite brindes se não tem intenção de comprar algo.

   A forma de se vestir deve ser muito discreta e evitar roupas decotadas e justas. Mas ao meu ver esse é um assunto que devemos pensar não apenas em respeito ao país para onde vamos, mas também em respeito a impressão que queremos passar sobre o nosso próprio país. Abuse das batas indianas que protejem do sol e são frescas, leve protetor solar, boné, chapéu, lenços para o cabelo, uma bolsa pequena para quando sair do barco. Tire uma cópia do passaporte e plastifique. Lá tem muitas coisas legais para comprar, de todos os tamanhos e preços e você troca o dólar ou euro nos hotéis.

   Os passeios pelo Egito

   Você pode escolher vários roteiros, personalizado ou de excursão, pode navegar pelo rio confortávelmente, e ver estas lindas paisagens. Também pode viajar de trem ou avião - lago Nasser. Muitas vezes fará translados para os templos de ônibus e ver imagens como estas fotos:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

   Irá passear de Felluca, e ver as paisagens de Aswan, visita à Aldeia Núbia e às Tumbas dos Nobres:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

   Tudo de forma confortável e com segurança, em nenhum momento senti medo de algo na viagem.

   Será levado para os templos e não esqueça a câmera, filmes, bateria para a máquina, e se quiser a filmadora. E depois é só fazer fotos maravilhosas como estas em Luxor e Karnak no templo de Amom - Vá com sapato ou tênis, bem confortáveis, porque lá tem muito para andar e ver.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique nas imagens para ampliá-las

   As embarcações e roteiros

Roteiro Sugerido - Clique aqui e confira»

   Se você chegar de um cruzeiro internacional vai precisar de visto para entrar no Egito, é rápido tirá-lo aqui no Brasil mesmo e não esqueça a vacina.

   Você pode optar por vários roteiros, de 3 a 7 dias, todos tem quartos espaçosos e confortáveis, a tripulação sempre está atenta e mantém os quartos impecáveis. (você vai notar que somente os homens trabalham nos barcos e hotéis, você nunca vê mulheres, algumas na recepção, algumas no serviço de restaurante mas muito poucas e somente nos hotéis).

   A viagem é confortável e você não vai precisar de remédios para enjôo. Você desembarca em cada porto para visitar os templos que listei no roteiro história e mitologia, e a viagem de 7 dias é muito mais completa e tranqüila e se você pretende fazer um roteiro com a família e