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Astrologia
- Do Eufrates ao
Egito
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Do
Rio Eufrates saíam
os quatro rios do
Paraíso, já confirmados
pela pesquisa arqueológica.
Tanto tempo
se passou desde
as eras primitivas,
que a sociedade
foi engolida pela
tecnologia e esqueceu
seu passado. Nestas
antigas sociedades
do terceiro milênio
antes de Cristo
viviam os astrólogos
também chamados
de adivinhos. Para
traçarmos uma estrada
de volta ao passado
precisamos recorrer
aos mitos. O mito
é um discurso, relatos
orais que foram
colocados de lado
quando a filosofia
na Grécia tomou
seu lugar.
Neste
texto faço uma breve
introdução para
a palestra que farei
dia 13 de julho
na Escola de astrologia
Gaia – SP. www.gaia-astrologica.com.br.
O assunto é complexo
e muito vasto, mas
tenho certeza que
neste texto os leigos
simpatizantes com
nossa arte astrológica
e amigos astrólogos
encontrarão muitos
detalhes sobre a
mitologia e astrologia
no Egito e no mundo
antigo. Descrevo
um pouco do templo
de Denderah, o zodíaco
e comento algumas
idéias sobre os
antigos. Seja bem
vindo ao mundo antigo,
que possa a sabedoria
deles fazer parte
da sua vida para
todo o sempre.
Todas
as pessoas nascem
com alguma concepção
mitológica, pensamentos,
sonhos, sensações,
percepções, visões.
Infelizmente aos
poucos estão matando
este saudável mundo
mitológico nas pessoas.
Por felicidade cresci
e convivi com a
mitologia desde
pequena de muitas
formas e aprendi
de tudo sem pré-conceitos
mas foi a partir
do meu retorno de
saturno que o mundo
dos símbolos, a
mitologia, a astrologia,
e os deuses vieram
definitivamente
habitar minha vida,
24 horas.
Adivinhar
vem do latim divinare,
adivinhar, prever.
(...)
A adivinhação é
uma forma ritual
que contribui para
subtrair do acaso
a existência humana.
No passado, os sistemas
religiosos elaboraram
um conjunto doutrinário
para sustentar a
adivinhação, para
transformar em “signos”
carregados de significados
os eventos naturais
e casuais e assim
produzir uma “significação”
do mundo(...)
A
astrologia através
da observação dos
astros previa o
destino, porém os
astros eram definidos
como deuses e deusas
que habitavam por
toda parte e na
época podiam ser
contados pela região
do crescente fértil
mais de mil deuses.
Praticada por todos
os povos encontrou
crítica pela sociedade
romana que via na
astrologia a retirada
da responsabilidade
civil do indivíduo.
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Cesarion
homeagenado
Hathor
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Detalhe
Hathor
e Sistr
com
Uadjet
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Detalhe
cabeças
de Hathor
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Detalhe
Hathor
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Hathor
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Hathor
e Uadjet
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Hathor,
Ísis e As Sete Hathors
Estes
astrólogos adivinhos
viviam em sociedades
politicamente ritualizadas,
com reis sacerdotes
e rainhas sacerdotisas,
cercados por deuses,
deusas e fenômenos
da natureza que
determinavam o destino
dos primeiros humanos.
As únicas certezas
eram a vida, a morte
e entre estas duas
coisas o destino.
A vida e a morte
eram concedidas
para os humanos
através das mulheres
e logo elas foram
consideradas as
deusas, senhoras
do destino. Apontam
pesquisas dos estudiosos
que os primeiros
humanos seguiram
este raciocínio
simples assim. E
no fim do neolítico,
apareceram as sete
hathors, senhoras
do destino, rainhas,
sacerdotisas ou
possivelmente mães
anciãs. O
nome hat – hor,
vem de het-her e
tem diversos significados
entre eles, o mais
conhecido é: a “casa
(no sentido de útero)
de horus”, e também
“montanha”. Provável
tenha sido um clã
com traços matriarcais
que migrou das montanhas
para o Nilo logo
nas primeiras dinastias.
Também a deusa Hathor
é conhecida como
senhora da turquesa
(nas montanhas próximas
ao Egito, ainda
existem as antigas
minas de turquesa,
onde vivem os beduínos),
senhora do sicômoro,
da música, da alegria,
senhora dos céus
na forma de Nut,
a vaca celestial
que sustenta com
suas patas o céu,
senhora dourada.
O
Faraó antes de subir
ao trono precisava
provar que era o
touro e o Harém
era uma das designações
do local onde ficavam
as harinis, cortesãs
- esposas, mulheres
que serviriam o
sexo sagrado (erroneamente
chamado de prostituição
sagrada) e ofereceriam
o útero para provar
que o faraó era
fértil. Ramsés II
teve centenas de
mulheres e filhos.
A mais antiga representação
de Hathor encontra-se
na tábua que registra
a presença do rei
faraó, a paleta
de Narmer (3.000
a C).
Quando
uma criança nascia,
as sete hathors,
as sete senhoras
do destino profetizavam
o destino da criança,
observando sua alma.
Não por acaso
as filhas do sol
são citadas
como os olhos de
Rá, as que tudo
vêem.
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Entrada
Templo
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Entrada
Templo
1
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Entrada
Templo
2
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Hathor
e Deusa Cobra
Uadjet
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Restauração
Templo
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Sala Denderah
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Sala
da Entrada
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Sala
das
Essências
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Templo
Hathor
– Rá
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Primeiro
Portal
Denderah
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Den
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Den00
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O
templo e o zodíaco
É
sob a proteção desta
deusa que o zodíaco
de Denderah está
guardado, dentro
da sala de Osíris,
o deus da ressurreição,
o deus dos mortos,
o deus da fertilidade.
Na entrada do templo
Hathor anuncia através
de imensas cabeças
pilares que ali
é sua morada mais
famosa, (porque
existem outras por
todo o Egito em
homenagem á ela).
Ela e representada
nos tetos de diversas
tumbas e no teto
de Denderah como
Hathor – Ísis, e
os deuses astros
navegam ao lado
dela nas barcas.
Isto se deve a grande
influência do comércio
marítimo no mundo
antigo. Das atividades
comerciais entre
os povos do crescente
fértil e as atividades
marítimas com os
outros povos a astrologia
foi disseminada
pelo mundo antigo.
Sempre nos voltarmos
para os gregos quando
estudamos astrologia,
porém precisamos
lembrar que os gregos
além de trocarem
informações eles
receberam destes
povos durante centenas
de anos muitas das
informações que
iriam ajudar a formar
o pensamento grego
e do mundo ocidental
os fundamentos e
concepções sobre
a astrologia. Neste
templo construído
pelos Ptolomeus,
mais exatamente
por Cleópatra VII,
os gregos celebravam
a união das culturas
egípcia e grega.
Porém os egípcios
concebiam os deuses
como entidades reais
e presentes com
eles, em tudo existiam
os deuses. Já os
gregos concebiam
os deuses entidades
reais, porém não
viviam ali com eles.
Incorporaram
Ísis e Osíris como
mistérios.
O
templo tem uma forma
similar ao de Horus
em Edfu, templo
também construído
pelos Ptolomeus.
Os templos no Egito
foram construídos
e reconstruídos
desde a mais remota
antiguidade (por
volta de 5.000 anos),
às vezes uns sobre
outros. Temos acesso
á sala do zodíaco
através de uma escada
para um pavimento
superior a céu aberto,
no meio deste pátio
tem uma sala sem
teto para Hathor
receber a luz solar.
Desta forma era
recriada a famosa
lenda onde Hathor
mostra seu sexo
para que Rá se alegre.
Este mito educa
sexualmente o povo,
numa época onde
os deuses eram exemplo
para tudo, e tudo
determinavam. Ali
fechada aos olhos
humanos, mas aberta
à vista de Rá, Hathor
se regenerava para
mais um ciclo anual,
enquanto Ísis chorava
a morte de Osíris
e o Nilo enchia,
inundando a tudo,
reviviam o mito
do renascimento
de Osíris com a
fertilização do
Nilo, e reviviam
o mito do nascimento
da humanidade. Afirma-se
que 5 de junho é
a data em
que Hathor saía
de seu templo para
visitar seu esposo
Horus o velho no
templo em Edfu.
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Osíris
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Osíris
e Ísis
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Nut
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Nut
dá a
luz
a Rá
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Nut
e Hathor
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Nut
engole
Rá ,
sol
poente
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Nut
ilumina
Hathor
na terra
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Nut
toca
Geb
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Uns
passos a mais e
chegamos a sala
do zodíaco, é uma
sala pequena e o
teto baixo, cabem
poucas pessoas ali
dentro. Na
sala ao lado a deusa
Hathor na forma
de Nut decora o
teto. Os antigos
para este período
faziam camas de
grãos na forma de
Osíris.
Será
possível que o destino
traçou um plano
para nós e utilizava
muitos símbolos
para expressarem
esta dependência?
Que você acha? Desde
aqueles tempos os
antigos já tinham
entendido os arquétipos
e desta conversa
sutil entre ser
humano e símbolos
nascia a astrologia.
Um antigo texto
hieróglifo sobre
o céu dos antigos:
“...O
Céu dourado, céu
dourado, é Ísis
a mãe dos deuses,
senhora do mundo
primordial onde
nasceram os deuses,
tem seu lugar em
Denderah...
Os
deuses estrelas
são: Harsiasis,
o deus da manhã,
Sokar a via Láctea,
Osíris, Horus, Sothis,
a estrela visível...”
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Escada
Leste
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Escada
Leste
0
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Escada
Leste
1
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Escada
Oeste
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Escada
Oeste
1
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Guardiães
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Ponto
Cardeal
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Zodíaco
- Louvre
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Camas
de grãos
de Osíris
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Cesarion
homeagenado
Hathor
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Cleópatra
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Constelações
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Constelações
1
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Deuses
Mesopotâmicos
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Deusa
Maat
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No
antigo Egito a ciência
e os conceitos mitológicos
estavam intimamente
ligados e toda a
ordem e o caos no
mundo dependia do
que ocorria com
os deuses. A deificação
das estrelas decanas
para explicar as
horas da noite,
explicar o simbolismo
conectado do amanhecer
do dia, do sol,
e com o amanhecer
heliacal de Sírius.
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Detalhes
Deuses
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Deusa
Abutre
Nekhbet
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Deusa
de Qadesh
com Amon
- Min
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Deusa
Leoa
Sekhmt
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Deuses
e Deusas
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Deuses,
Deusas
e Faraó
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Nekhebet
Uadjet
Kepher
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Sekhmet
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Sekhemet
e Uraeus e
Disco
Solar
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Thot (
Hermes
grego)
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Thot
na forma
de babuín
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Set
I e
Rá
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Set
I e
Ramses
II
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Set e
Amon
- Min
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Horus
e o
Touro
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Set
I e
Amon
|
Deuses
e Deusas
As
deusas de acordo
com uma das mitologias
egípcias são extensões
do Sol, são as filhas
de Rá, Sekhmet,
Hathor, entre outras.
Não
por acaso, o Sol
na forma de Rá,
o doador de vida,
é o luminar, o “ponto
astrológico” mais
conhecido e reverenciado
na antiguidade e
nos dias atuais,
basta observar as
colunas de jornais
e revistas e manuais
de astrologia. Funciona
como o ponto de
partida para todo
o mapa. Somente
rivaliza com a Lua.
Temos então três
partes a considerar
a Terra, o céu e
o submundo, os pontos
cardeais, todos
estes lugares eram
povoados por deuses.
Encontramos registros
na tumba de Seth
I de Júpiter , Saturno,
Vênus , Mercúrio
e Marte.
Nos
mitos egípcios,
Hathor como a deusa-lua
jorrava abundante
água para o Nilo
através das montanhas
da Etiópia. Porém
Ela é tão antiga
quanto Rá. Em
outro mito, a deusa
vaca coloca as patas
sobre a terra e
tem princípio a
vida na terra, das
águas do Nilo nasce
uma ilha onde toda
vida brota em abundância.
E Ela se torna a
vaca-celeste, representada
pela forma da deusa
Nut.
O
nascimento do mito
dos deuses e deusas
depende da região
a que estão vinculados,
seja Luxor, seja
Denderah, cada região
possuía seu mito
particular.
Atualmente
ao visitar o Egito
e os templos, os
guias egípcios dão
grande ênfase a
Amon porque percebem
nele correspondências
com Allah, enfatizando
para os turistas
que ali também existia
um deus único. Esquecem
de afirmar que Amon
estava vinculado
a sua esposa Mut
e a seu filho Konsu,
formando com eles
uma trindade muito
conhecida e cultuada
no mundo antigo,
entre muitas outras
trindades existentes.
O deus
solitário foi Atom,
culto criado por
Akhenaton. Aton,
assim como Rá também
ele um deus solar,
era representado
pelo disco solar
e seus raios, e
foi um culto rechaçado
pelos sacerdotes
egípcios que apenas
admitiam sobre o
solo egípcio seus
múltiplos deuses
e deusas. O sinal
trino, o triângulo
era a designação
para o sexo feminino.
Porém
também houve a adaptação
de deuses e deusas
de outras terras,
por exemplo, quando
da época de Ramsés
II adotaram a deusa
de Qadesh, também
pertencente a um
culto da fertilidade.
Também adotaram
os cultos de Júpiter,
Vênus e Ápis, deuses
da época grega,
já no fim do Império
Egípcio, nem por
isto foram cultos
menos grandiosos.
Antes de todos
eles estava o culto
da deusa cobra,
a deusa serpente,
Uadjet ou Uazit
um culto de mulheres
tão firme e forte
que acabou por incomodar
os hebreus, indo
até parar num livro
muito famoso que
todos conhecem (Observe
a paleta do rei
serpente - 3.000
a C e as fotos do
artigo). Esta deusa
serpente aparece
em todas as representações
seja nas coroas
do faraó seja nas
estátuas de hathor
representado que
ela, a deusa abutre
e hathor são do
mesmo período. Julgavam
que todas as serpentes
fossem fêmeas e
porque saíam do
ventre da deusa
Terra detinham os
segredos ocultos
desta deusa. Ísis
usa uma serpente
para fazer magia
com Rá. A
Íbis que representa
Thot se alimentava
das cobras que apareciam
pelo Nilo depois
das cheias protegendo
os agricultores
e dizia-se que por
causa disto Thot
absorvia a sabedoria
oculta no submundo.
Foi
também com estes
povos do oriente
que os gregos aprenderam
a fazer suas anotações
astrológicas e criaram
o horóscopo. Existem
muitas conexões
entre a sociedade
minóica e os egípcios
que os viam como
um povo culto e
avançado, desde
antes da XVIII dinastia.
1.500 a C. A divinação
astrológica não
tinha objetivo adivinhar
o futuro, mas orientar
para o futuro e
era uma prática
muito difundida
por todo o mundo
antigo. Uma arte
que sobreviveu a
milhares de anos
e a muitos impérios
e civilizações apresenta
hoje o desafio de
sobreviver em meio
a um mundo tecnológico
que segue insensível
as próprias necessidades.
Mas não tenho dúvidas
que assim como houve
no princípio no
futuro também sempre
existirão astrólogos
para nos orientar
sobre nossa passagem
na Terra e nos
lembrar que somos
pequenos deuses,
espelhos do macrocosmo.
Nadia
Greco - Inverno
- 2008
Politeísmos
, as religiões do
mundo antigo – Paolo
Scarpi Darcy
Ribeiro: O processo
civilizatório When
god was a woman
– Merlin Stone The
archaeology of Early
Egypt – David Wengrow Guia
Ilustrada de Luxor
– Tumbas, templos
e Museus - Kent
R. Weeks
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