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:: Arqueoastrologia ::

   Veja nesta página artigos de Nadia Greco publicados nos jornais Folha da Cidade de Itatiba e Acontece, de Morungaba:

   :: Astrologia e Mitologia - A História ::   

   Todo o texto abaixo é de minha inteira responsabilidade, por isto se tem algum comentário a fazer terei o maior prazer de conversar com você, me escreva. Se quiser usar o texto ou parte dele, não tem problema, apenas lembre-se que dependo do meu trabalho profissional para viver e cite a fonte do texto, também ficarei contente se me informar disto.

   O texto não está completo e isto é de propósito, muitas outras informações interessantes sobre a história da astrologia e mitologia que foram resultado de anos de estudo posso contar pessoalmente em palestras ou cursos.

   Mas também farei vários acréscimos com o tempo.

   Entender a história da astrologia implica em compreender porque os símbolos mitológicos chegaram a nós e como são conhecidos atualmente, como ocorreram os fatos históricos e como eles se mesclaram ao mundo religioso e mítico dos antigos. A astrologia funciona, muito bem obrigada, porquê está vinculada ao mundo dos arquétipos, aos símbolos, enfim ao que chamamos também de mitos. Na grande discussão se a astrologia é ciência ou não eu acrescentaria que se a ciência tivesse um pouco desta consciência “ecoarquetípica” que existe na astrologia, teria beneficiado muito mais a vida humana.
    
   “A astrologia é para todos, mas nem todos são para a astrologia”, esta frase costuma ser usada para a magia, mas cabe muito bem aqui; e reflete e resume o que penso sobre a discussão do que é a astrologia. Se uma pessoa não tem aptidão para compreender os símbolos, ela não deixa de vivencia-los por conta disto, (os símbolos nascem e morrem “colado ás nossas células”), porém ela não está apta a servir de intérprete para eles e muitas vezes ela nunca os compreenderá, porquê não consta do seu momento evolutivo fazer isto.  Esta discussão acaba caindo para a questão da ciência e eu acredito que a Astrologia não precisa da ciência, e nunca precisará, a ciência precisa é se preocupar em corrigir seus problemas e deixar a astrologia no seu canto e vice-versa. Esta necessidade da astrologia ser chamada de ciência é um reflexo do século da razão, que sufoca o homem com tantas tecnologias e seu progresso na grande maioria das vezes desvinculado de ética. (afinal estamos matando o planeta, e senão me engano é do planeta que moramos que me refiro...) Enquanto a ciência na maioria das vezes só contemplou o exterior humano e suas imensas realizações a qualquer preço, cometeu o pecado da soberba e ignorou as necessidades interiores dos seres humanos. A astrologia faz o inverso e por isto só ela já é digna do meu mais profundo respeito. (mesmo que para isto também tropece em erros humanos)
 

   Conversando com os Gregos:   

   Um dia  por acaso descobri que os gregos eram meus patrícios! Meu sobrenome quer dizer: Greco: – homem que veio do Oriente ou o que veio da Grécia. Meu avô Vincenzo Greco lutou na guerra na Grécia e tinha uma face típica oriental dos gregos. Falei Oriental sim, não Ocidental, não errei não, no princípio a Grécia fazia parte do Oriente, te explico mais abaixo.

   Então o que está para além dos mitos gregos; de onde os próprios gregos teriam tido a inspiração para suas histórias e mitologias?. Como o mito é a essência para a astrologia e é a base da psicologia, matéria  também muito utilizada pela astrologia, creio que  a resposta é que deveríamos ter uma vasta noção do assunto. Mas mesmo sendo uma noção não pode deixar de ser profunda.  Nesta introdução vamos buscar o passado e conversar um pouco sobre estas respostas, vamos fazer uma pequena viagem à pré-história, á Mesopotâmia, a Grécia e ao Egito:
 

    Períodos da pré-história:   

   O paleolítico superior cerca de 28.000 – 10.000 a.C.
   O neolítico c. 10.000 – 6.000 a.C.
   Calcolítico c. 6.000 – 3.000 a C.
   Hassuna c. 5.500 – 5.000
   Halaf/Ubaid c. 5.000 – 4.000 a. C.
   Uruk – c. 4.000 – 3.200 a. C
 

    Períodos da história Sumeriana:   

   Primeiro Dinástico I c. 3.000 – 2750 a.C.
   Primeiro Dinástico II c. 2.750 – 2.600 a.C.
   Primeiro Dinástico III c. 2350 –2.000  a.C.
   Dinastia Acádia c. 2.350 – 2.000 a.C.
   Ur c. 2.150 – 2.000   a.C
 

   Períodos da história Grega:   

   A acrescentar
 

   :: A Pré-história ::   

   (...) A percepção da mortalidade trouxe autoconsciência ao Homo–sapiens, e com ela a distinção entre o corpo e o eu, com a crença da vida após a morte, com os primeiros ritos funerários.

   A pré-história é a fase mais importante da humanidade, pois foi quando ocorreu o processo psicofísico que fez com que o homem emergisse gradualmente da sua origem e evoluísse para uma  espécie dotada de racionalidade e liberdade. (...)

   Além da evolução física, o quanto a mente em separado colaborou para a construção da máquina humana? Se no princípio o cérebro reptílico era fundamental para a preservação num ambiente hostil, depois que não foi mais preciso tanta proteção, como o cérebro se comportou? Falo aqui de medo/coragem, etc, enfim respostas simbólicas para fatos que não entendíamos . O cérebro precisava de quê para conversar com o meio ambiente? Em minha opinião existe uma resposta a ser pesquisada e no cérebro encontramos a resposta para entender como os símbolos foram necessários para a construção da identidade astrológica,sol, lua, estrelas, eclipses, etc... uma identidade que ajudava o homem a identificar-se com a natureza-mãe e os elementos dos quais ele ainda não dispunha de meios para controlar. Ao evoluir até o ponto de controlar a natureza, o neo-cortex “assume a liderança” e o homem  foi perdendo sua conexão com os mitos primevos, até ignorar  e  rechaçar  totalmente qualquer coisa relacionada á eles como o fazem muitos dos estudiosos.
 

   :: O Período Neolítico ::   

   Agricultura sedentária, fabricação de cestos, cerâmica, construção e administração de vilas...

   Çatal Huiuk na Turquia é um dos sítios arqueológicos mais famosos ( assim como Pompéia)

   Os camponeses neolíticos tinham culturas profundamente mágicas com práticas rituais congeladas no tempo. Também existe o método de cozinhar nos potes de cerâmica que chegaram daquela era até nós, onde a comida é fechada hermeticamente no pote de cerâmica e deixada á alta temperatura (sol ou sob a terra abaixo de uma fogueira), um costume que atravessou povos e gerações.  A evolução favorece a mulher geneticamente. Num recente programa italiano (da Tv RAI Uno) os médicos explicavam isto: quê a mulher é privilegiada vivendo mais, mesmo tendo mais patologias porquê é a matriz.

   De acordo com estas afirmações podemos supor que os neolíticos teriam por necessidade de sobrevivência e em seu natural processo evolutivo aprendido a observar o sol, as estações, o planeta Vênus, a lua, enfim seus ciclos.

   Na astrologia temos as deidades femininas mitológicas: a Lua, Vênus , essas deusas são remanescentes das trindade mitológica feminina. Em certas sociedades antigas e também  indígenas, a Lua era considerada o Esposo e a mulher sua esposa, em outras sociedades a Lua era a própria Esposa e as mulheres suas filhas .

   Comentários futuramente

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   Os outros são masculinos : Sol , Marte, Júpiter, Urano, Netuno, Plutão .

   Também vou falar desta turma depois!

   Os nômades habituados ás exigências mais enérgicas da vida pastoral guerreira, traziam consigo uma abordagem mais racional e uma propensão natural para a liderança, os nômades eram uma constante ameaça (de invasão) para os povos do Egito.

   Os nômades assim e os povos marítimos devem ter tido grande influência sobre as cartas de estrelas fixas.  A combinação destes atributos combinada com as qualidades dos camponeses sedentários provocou o surgimento das civilizações primárias, a partir das cidades estado. As cidades estado marcaram o ponto onde a sociedade deixou de se  referir, distinguir ,  pelos laços sangüíneos (uma sociedade com características matriarcais) e que foi trocada pela referência geográfica. Instalando-se o “poder do estado” através das armas e dos exércitos, o homem instalou definitivamente a sociedade patriarcal.
 

    :: A Sociedade "Dinka" ::   

   No programa apresentado pelo Discovery Channel sobre a sociedade “Dinka” (Congo- África) encontrei uma das referências mais primitivas da humanidade, ainda vivem do gado e  usam o termo que “eles trabalham para o gado” e não o gado para eles (método que eles tem substituído pelo trabalho de arar usando o gado, em vez de usar as mãos unicamente, método que é moderno para eles , primitivo para nós que usamos  máquinas . O gado, uma raça em particular que é branco, tem os chifres muito mais alongados que os bois de outras raças tem, me chamou a atenção porque são exatamente a mesma representação dos chifres  encontrado em hieróglifos egípcios . Esta sociedade que tem em sua raiz o respeito pelos ancestrais, tem uma cerimônia onde é escolhido um boi e as pessoas chegam trazendo suas mazelas, de qualquer gênero e é no boi despejado tas as mazelas através de um ancião que é o conselheiro, o boi é massageado com um pó branco e após ser deitado do lado direito é sacrificado cortando sua garganta , ele será o mensageiro de todos aqueles pedidos aos deuses e ancestrais. Nos rituais de casamento, após meses de preparação onde os moços e moças são separados e precisam cumprir atividades que prove que estão aptos a casar, (os rapazes cuidam do gado) a aldeia toda se reúne, as mulheres e homens casados vestidos, os solteiros e solteiras se cobrem apenas de uma faixa no quadril, em grande euforia dançam, os rapazes dão saltos e requebram, as moças com os braços estendidos para trás, enfatizando seu peito requebram os quadris, toda a aldeia dança em euforia num grande círculo comemorando a nova passagem dos jovens á vida adulta. Acrescentei este episódio para fazer uma observação: não seriam “os bacanais”, nada mais do que cenas como as descritas acima que teriam sido mais tarde vistas com extrema pudicícia pelos gregos (que mantinham suas mulheres restritas ao gineceu?)

   As sacerdotisas, (e isto é uma especulação minha baseada nas observações arqueológicas de Marija Gimbutas), devem ter sido instituídas no período neolítico, quando a mulher nas suas necessidades de gerar, cuidar e manter vivo seus filhos colaborou para que o homem se adequasse as dificuldades do período primitivo. Quem fez a primeira sopa e o primeiro assado? Quem costurou e lavou a primeira roupa? Quem fez o primeiro parto? Quem fez o primeiro pote de cerâmica?
 

    :: A Grécia ::   

   Perfil geográfico:
   
   (...) A Grécia nunca foi, como pareciam pensar os antigos historiadores uma terra em si completamente ocidental quanto ao espírito; supremamente civilizada..., ...parece ter sido originariamente tão oriental como o  Egito primitivo , cuja cultura teve afinidade direta. Mais tarde foi ocidentalizada e no V século já não se distinguia muitas das nações orientais do Oriente próximo como não se distingue hoje, chamá-las de bárbaras significa apenas que elas não falavam grego (...)

   Quando a Grécia se tornou helênica deixou inteiramente de pertencer ao oriente próximo, apenas suas relações exteriores, suas conexões com o Oriente é que nos interessa agora.

   Os gregos e italianos morenos de hoje estão racialmente ligados de modo muito mais estreito ao sírio e ao egípcio do que ao celta, ao eslavo ou ao teutão, embora atualmente tenham falado desde 3.000 anos línguas faladas pelos seus vizinhos do norte, línguas que lhes foram impostas pelos arianos conquistadores.  O período que esta conquista se realizou está fixada aproximadamente, pelo menos na Grécia, na época tenebrosa que se intercala entre as civilizações pré-histórica e clássica da Hélade. A civilização grega que sempre conhecemos é produto da miscigenação da cultura setentrional invasora dos povos de língua ariana com os remanescentes da antiga civilização mediterrânea, (pesquisar no livro o resto da frase) ligada á do Egito e que havia se desenvolvido desde as origens nas bacias do mar Egeu, como a do Egito havia se desenvolvido no vale do Nilo.

   A cultura dos pré-gregos (egeus, micênios ou minoanos) decorria diretamente da dos egeus neolíticos sua língua derivava presumivelmente dos egeus neolíticos A mais antiga cultura da Grécia foi uma cultura que se desenvolveu desde o neolítico até a plena civilização da idade do bronze. Os egeus neolíticos eram os antepassados dos minoanos e micênios e pelo vestuário eram meridionais vindos da áfrica.
 

    As Mulheres:   

   Na Creta minoana, as mulheres aparecem representadas muito mais freqüentemente que nos tempos Assírios (onde praticamente nem existem) e tinham participação muito mais ativa até que no Egito, envolvendo assuntos religiosos e de governo.

   Recentemente os arqueólogos encontraram os restos de uma sacerdotisa e seu sacrifício, uma jovem de dezoito anos. Somos habituados a julgar os fatos a partir da concepção de nossa sociedade, o que acredito nos trouxe principalmente a nós mulheres enormes prejuízos, afinal quem escreve a história são os homens. Então vamos considerar como hipótese os seguintes fatos: *leia texto e tradução na parte Mulheres*
 

:: Vênus e Marte ::   

   O que faria uma sociedade adotar como deusa da guerra a figura de uma mulher?

   Os homens têm superior massa muscular e altura, isto todos sabemos, mas será que em condições extremas uma mulher não seria capaz de lutar até a morte?

Comentários futuramente...

   A sociedade Chang na China relata a história de uma concubina do Rei que comandou um exército de 13.000 homens e foi enterrada com honras militares. Relatos como este são comuns na história antiga.

   Sabemos que os filhos acabam sendo responsabilidade da mãe e naquele tempo não devia ser diferente, o pequeno ser completamente dependente da mãe para sobreviver num ambiente hostil, cercada de perigos, animais ferozes, etc... O primeiro mito sobre o b~ebe humano fala de como o ser foi criado em sua extrema fragilidade e dependência de sua mãe, Umul, filho de Enki e Nimah - A mulher por semanas sozinha esperando o retorno dos homens que saíram caçar, com quem contaria? Apenas consigo mesmo e nada mais natural que aprendesse a se defender, a princípio uma faca, depois um arco e flecha, depois uma espada e logo estaria domesticando cavalos e animais para garantir sua subsistência e a de seus filhos, principalmente na ocorrência de seu companheiro ter morrido nas garras de alguma fera. Alguém tem alguma duvida que uma mulher era capaz disto?. Segundo ponto é o efeito que o parto teve sobre o masculino: - como podia um ser que aparentemente mais frágil suporta tamanho abuso da natureza?. Afinal expelir de si um ser de até 4 kilos  ou mias até devia parecer  no mínimo  obra divina, e o que dizer do sangue menstrual expelido todos os meses em sincronia  com as fases da lua, sem dor ou cortes também deveria mesmo parecer algo sobrenatural.

   O uso do termo “prostituição sagrada”, termo cunhado sob as idéias modernas de nossa sociedade (paternalista/patriarcal) deveria ser substituído por outro termo talvez “sexo sagrado”.

   Não podemos conceber termos para coisas que podem se refletir caoticamente sobre toda uma geração de mulheres por séculos e séculos de forma tão leviana. Devemos considerar que aquela sociedade tinha padrões de ligação com a natureza, seus eventos, a concepção religiosa e sobrenatural das coisas de forma totalmente diferente da nossa. (o que me leva a afirmar com 99, 99% de certeza que o uso deste termo para definir as mulheres que ficavam nos templos celebrando rituais de fertilidade é bastante inadequado) .Principalmente porquê foi concebido sob um enfoque moderno masculino do use e jogue fora/de que toda mulher é descartável e promíscua.   Num mundo sem as nossas facilidades modernas, em sua totalidade entregue ao destino, nada mais natural que se contasse com as forças da natureza e a elas se voltassem como superiores e as próprias detentoras do Destino. Mais tarde na Babilônia o rei era considerado o representante divino na terra e as sacerdotisas seus veículos de informação, porquê sendo as matrizes da humanidade estavam a meio caminho entre o humano e o divino.
 

Perfil Mitológico e Religioso:   

   Poseidon:

   (...) Na religião grega parece haver um embate subjacente á mitologia indo-européia que os gregos arianos haviam trazido consigo (princ. em Creta) que é mais provavelmente um remanescente da velha  religião Egéia: divindades secundárias dos bosques, das pedras, da água, do oceano, deusas caçadoras e guerreiros solares, dríades, sátiros e faunos, naiades, e o velho homem do mar que encontramos gravados em muitos sinetes minoanos (seria ele poseidon?creio que sim) o demônio da água com cabeça de animal é ali  familiar e Ártemis é muitas vezes lembrada . É possível que poseidon tenha sido herdado pelos gregos dos minoanos. Ele era a principal divindade dos iônios, que mais do que os outros gregos conservavam o sangue antigo. Réia era a divindade mais festejada na sua trindade- mãe-filha-velha ou jovem virgem- mãe e velha . Mas virgem aqui tem a conotação de não casada .Virgem como aspecto físico é algo recente.
 

Babilônia:   

   Perfil geográfico:
   
   As expedições do museu Britânico mostraram que as mais antigas populações civilizadas da Babilônia viviam no período de cultura calcolítico, numa idade de transição entre a pedra e o metal. Essas expedições são da época de 1918 á antiga Eridur, tradicionalmente a mais antiga cidade da Babilônia.

   No caso do Egito também alcançamos o período anterior aquele em que surge a escrita, o período neolítico, em que se usava apenas a pedra e o metal ainda não havia aparecido.

   A população calcolítico parece não ter conhecido a escrita.

   Enquanto o Nilo tinha um comportamento muito mais previsível para os egípcios, o Tigre e o Eufrates eram bem outra história, acrescentando o fato que viviam variações climáticas, chuvas torrenciais, enchentes devastadoras, ventos cortantes, esta sociedade vivia sob a influência da força e da violência da natureza.

   (...) No Egito o Faraó simbolizava o triunfo de uma ordem divina inabalável sobre as forças do caos, na Mesopotâmia a monarquia representava a luta de uma ordem humana, com todas as suas fragilidades e ansiedades, para se integrar ao universo (...)

   Nestas sociedades totalmente á mercê da natureza, natural que seus símbolos, seus registros fossem totalmente voltados para a natureza, falamos de milhares de anos, não de poucos anos. O que a memória registrou nos nossos genes é gradualmente apagado pelas facilidades de nosso século, mas não foram totalmente apagadas e nunca serão, fazem parte do  cérebro reptílico.

   As histórias de Sargon escrita nas tábuas cuneiformes:

   Sargon: o rei acadiano (por volta de 2.300 a.C. até por volta de 2.218 a.C.) de origem modesta, fora serviçal de Usabba (rei de Kirsh) e tem a mesma história de Moisés (ou devo dizer que Moisés que tem a mesma história dele?) nas tabuas cuneiformes se lê:

   “Sargon, rei da Acádia, eu sou.

   Minha mãe era uma alta sacerdotisa, meu pai eu não conheci.

   O irmão de meu pai vive nas montanhas.

   Minha mãe, alta sacerdotisa, me concebeu em segredo,

   Colocou-me em uma cesta  que ela selou com betumem...

   Um jardineiro me achou e criou

   e sendo protegido de Ishtar

   Me tornei rei ”

   Sargon conquistou os Sumérios por volta de 2.330 a.C., criou o primeiro dos muitos impérios Semitas que dominou a Mesopotâmia e também a costa mediterrânea.

   Interessante aqui é que Sargon conta que era filho de uma sacerdotisa (elas eram proibidas de terem filhos e costumavam ser filhas de famílias abastadas e importantes)

   Enheduanna, a filha do rei Sargon da Acádia (também chamado de rei Ágade) era uma sacerdotisa do deus lua (Sin) assim como tinha sido a mãe dele. Depois da morte de seu pai, um outro regente de Ur removeu-a do seu cargo de alta sacerdotisa e ela se expressa assim:

   -         “Minha ”bela boca” conhece só confusão”. Esta afirmação expressa que ela já não podia pronunciar o oráculo com perfeição por ter perdido o poder e a inspiração para fazê-lo.

   -         Ela também é responsável por uma coleção suméria de hinos de templos.
 

:: A cultura Mesopotâmica ::   

   
   Combinava esta visão mágica e profunda e abrangente do mundo com um sólido senso comum. A arte e a ciência mesopotâmicas refletem perspectivas dualistas mágico-pragmáticas. Sua ciência combinava conhecimentos objetivos com rituais mágicos como no caso típico da astrologia, que associava observações astronômicas exatas com o calendário lunar de 12 meses e 30 dias e um mês intercalado a intervalos regulares com o pensamento mágico. A ciência da “adivinhação” ocupava um lugar privilegiado no universo intelectual dos mesopotâmios e paralelamente com esta “ciência” havia realizações importantes na matemática, como o de um símbolo para o zero. O acadiano é uma língua falada semelhante ao árabe moderno e ao hebraico, aqui se encontra a resposta porque a mitologia deles se mescla á dos hebreus.
 

O calendário Babilônico:   

   Tinha 12 meses de 29 dias, igual a 354 dias (são 365 dias , então sempre iniciavam o calendário 11 dias mais cedo). O astrônomo avisava o rei quando adicionar o mês extra para reorganizar as estações.

Primeiro mês

Março / Abril

Nisamnu

Segundo mês

Abril / Maio

Ayyaru

Terceiro mês

Maio / Junho

Simanu

Quarto mês

Junho / Julho

Du´uzu

Quinto mês

Julho / Agosto

Abu

Sétimo mês

Agosto / Setembro

Ululu

Oitavo mês

Setembro / Outubro

Iashniritu

Nono mês

Outubro / Novembro

Arahsamnu

Décimo mês

Novembro / Dezembro

Kishimu

Décimo Primeiro mês

Dezembro / Janeiro

Tebetu

Décimo Segundo mês

Janeiro / Fevereiro

Shabatu

Décimo Terceiro mês

Fevereiro / Março

Addaru

Ululu – o mês adicional correspondente ao 60 – ago/set

Addaru – o mês adicional correspondente a fev/março

   Nas tábuas cuneiformes se lê:

   “Se o Rei participar da cerimônia no mês Kishimu, ele terá um gênio* protetor”

   *O Gênio, também conhecido por Djinn e Daimones e “ Apkalu” é mais tarde chamado de anjo; eram na antiguidade bons ou maus. No filme “O mestre dos desejos” existe esta representação do gênio mesopotâmico. O livro “As clavículas de Salomão” é recheado das fórmulas destes gênios
 

Perfil Mitológico e Religioso:   

   Um dos mitos da criação :

   “Os deuses cansados de trabalhar, procuraram Enki para se aconselhar e seu conselho foi”:

   Criar criaturas para servi-los no trabalho. Eles gostaram da idéia.

   Munido de argila, material de onde ele morava, e com água, usou para fazer os humanos.

   Ele soprou vida nas figuras humanas, mas com tempo limitado de vida, só os deuses podem viver para sempre. Assim foi o humano trabalhar nos campos e precisavam alimentar (as oferendas) os deuses com comida e bebida”.  Em outra versão Enki encarrega Nammu de criar os seres, dando forma ao barro de Apsu. O fato que a argila, o barro serem  ser usados  não é á toa, afinal o sangue uterino é vermelho e espesso e a água usada para fazer os humanos é referente á água salgada do  deus feminino Tiamat, mais a água doce (o sêmem de Apsu).

   Os humanos trouxeram água para a terra árida e assim a fizeram fértil. A idéia do paraíso para eles era muito deferente dos cristãos, para eles o paraíso era aqui mesmo. Esta idéia é certa porque com o evento da glaciação e a mudança do tempo no planeta a terra fértil brotava em abundância por todos os lados.

   *A primeira geração de deuses é conhecida como Anunnaki.
 

Deuses e Deusas mais Importantes, suas cidades e atributos:   

   Deuses e Deusas mais importantes, suas cidades e atributos:

   Apsu: (ou Abzu) aspecto fertilizante da água subterrânea, ou água doce. (Eridu)

   Tiamat matéria primeva, á água salgada, com Apsu forma o primeiro casal divino, o caos original. (cosmogonia de Eridu) .

   Mummu, filha de Apsu e Tiamat é uma matriz de todas as fêmeas e dá origem ao Céu e a Terra, que originam os grandes deuses  ( Eridu)

   Ea (ou Enki), “mestre da magia dos deuses” (neto de Apsu) recorre a um sortilégio para destronar Apsu, assumindo as funções dele enriquecidas pela sua inteligência superior. Também “a” em sumeriano significa “sêmen” e Enki passa e fecunda e irriga ao mesmo tempo. (épico babilônico Enuma elis) .

   Damgalnunna esposa de Enki, mãe de Asarluhi (Marduk)

   Marduk, mestre da magia dos deuses, (filho de Ea) domina Tiamat que havia desencadeado hordas de seres monstruosos para devorarem a geração mais jovem dos deuses.

   *Qualquer semelhança destas descrições acima com os mitos gregos não é mera coincidência, meu caro Watson!!

   Nammu – matéria primeva da mais antiga mitologia sumeriana, mãe de Enki, criou vidas através de geração espontânea (sem parceiro masculino) (Eridu)

   An é o deus Céu citado como consorte de Nammu e pai de Enki (suméria)

   (...) admite-se com freqüência que as deidades femininas são mias antigas que as masculinas na mesopotâmia (...)  

   (...) que o culto feminino como força criadora aquática, com ligações fortes com o mundo subterrâneo pode antedatar o de Ea -Enki. A água também é relacionada á sabedoria e á magia.

   Innanna - (Uruk) um conto afirma que Enki guarda o “me” consigo. Innanna deseja tomar o me para si e foi até Enki. Ao recebê-la num banquete enbebeda-se com cerveja e a deusa parte com os atributos.  “me” é um termo para designar as formas de comportamento social, leis, instituições, realeza, funções sacerdotais, ofícios , a música, relações sexuais, a prostituição,a velhice, a justiça, a paz, a calúnia, o perjúrio, as artes dos escribas, a inteligência   e todo tipo de emoções e símbolos de carga emocional que serviam para regular o funcionamento do mundo.

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   Ishtar – deusa irmã do deus lua Sin - (cidade Uruk) -é estrela Vênus, /amor e guerra, tem arma e leão.

   Gula – deusa da cura e patrona dos doutores – representada como uma mulher sentada (ou de pé) com seu cão e estrelas atrás dela.

   Ninhursag – deusa sumeriana chamada de mãe dos deuses – é importante, mas já não aparece nas mitologias posteriores. Representada com um touro.

   Nisaba – a deusa conectada com grãos e a escrita

   Nabu – deus escriba e patrono da escrita, seu animal é o dragão.

   Nanna – deus lua (Eridu)

   Lama – deusa invocada para proteção, veste roupa longa, está como em oração (e aparenta ser uma velha)

   Shamash – (cidade Sippar), deus do sol e justiça, seu animal é o cavalo e aparece atravessando o céu.

   Ea - (cidade de Eridu), deus da sabedoria, seu símbolo é o peixe-cabra.

   Sin - (cidade Ur), deus da lua crescente e representado nas costas de um touro á noite.

   Percebemos uma dualidade: assim como na mitologia egípcia também ocorrem os deuses aos pares , mas muito mais harmônicos do que nos mitos gregos. Estes deuses dividem funções iguais para feminino–masculino da época primeva até uma certa data das dinastias, depois tantos os egípcios, quanto os mitos sumerianos principiam uma geração masculina com Marduk, assim como nos mitos gregos Saturnos e Júpiter o fazem e no mito Hebreu o faz  Jeovah  e no mito egípcio Hórus (...) E reis e faraós seriam sucessores/ representantes na terra do deus. Eridu estava estritamente ligada á Ur. Algumas cidades funcionavam como cidades gêmeas, uma como o centro simbólico e religioso, a outra como os bairros administrativos e residenciais.(...)

   Com o advento de Marduk percebo o primeiro, ou mais forte sinal de resistência á divisão de tarefas divinas. Marduk é um mito recente, assim como a sociedade-estado/ ou cidade-estado. também os deuses ficavam á disposição dos governantes, caíssem nas suas graças ou nas suas necessidades era o tal deus /deusa que teria as honras da casa real.

   A conversa está boa, mas  por enquanto é isto.

   Espero vocês para as  futuras atualizações , pois o assunto é vasto ;  ou podemos nos ver em  palestras e cursos!

   Obrigada pela sua atenção,

   :: Nadia Greco ::

    
Referências Bibliográficas:

-Archaic Roman Religion – Georges Dumezil – University Press.
-As Civilizações Pré-Clássicas – A. Augusto Tavares – Editoral Estampa.
-Astrology and Religion among Greeks and Romans – Franz Cumont – Kessinger P. C.
-As Máscaras de Deus – Vols. I e II – Joseph Campbell – Editora Palas Athena.
-Escrito para a Eternidade – Emanuel Araújo – Editora UnB.
-Genes, Peoples and Languages – Luigi L. Cavalli-Sforza – University of California Press.
-Grandes Impérios e Civilizações – Mesopotâmia- vol. I e II -  Edições Del Prado.
-História do Antigo Oriente-  H.R.Hall – Editora da Casa do Estudante do Brasil.
-Mesopotâmia – A Invenção da Cidade – Gwendolyn Leick – Editora Imago.
-Mundane Astrology – M. Baigent, N. Campion, C. Harvey – Thorsons Ed.
-O tempo na história –G. J. Whitrow – Jorge Zahar Editor.
-The Book of the Dead – E. A. Wallis Budge – Gramercy Ed.
-Um Estudo Crítico da História – Hélio Jaguaribe – Editora Paz e Terra.

   Sites:

   Roberth Hand - http://www.rohand.com
                        
http://www.constelar.com.br
                        http://
www.aldeiaplanetaria.com.br
                        http://
www.astroweb.com.br
                        http://
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   :: A Páscoa ::   

   
Na “infância da humanidade” os homens e mulheres contavam o tempo através da roda do ano (as estações) que neste momento para nós do hemisfério sul marca a chegada do outono. Nestas antigas civilizações celebravam-se rituais para estas passagens de estações onde os animais como a lebre e o coelho eram tidos como símbolos de fertilidade e ainda hoje muitos povos usam pintar os ovos como símbolo da páscoa. Os ritos pré-cristãos (transmitidos através dos povos do hemisfério norte) foram adaptando-se aos povos e atualmente este símbolo chega a nós através dos ovos de chocolate, e estamos com isto celebrando a chegada da nova vida na terra; após o período de inverno e recolhimento da terra, celebramos o renascimento e a fertilização da vida. Lembremos  que  nas sociedades pré-cristãs  a mulher era reverenciada como símbolo de união da família e fertilidade da terra, símbolo de paz .

   A lua cheia de escorpião é uma lua de renovação e transformação, aproveite para pedir algo de renovador na sua vida, algo que traga uma mudança significativa e positiva para você e para as pessoas que ama. Num momento onde são tantas violências que vivenciamos, nós precisamos refletir sobre nossos defeitos e limitações para promover definitivas mudanças no nosso meio ambiente e na sociedade como um todo.  

   Guy Deleury afirma no livro * As Festas de Deus:... que os ovos de  páscoa só parecem ter sido introduzidos nos costumes pascais muito mais tarde, pelo séc. XII.; apenas por acolher bem a tradição céltica da festa de Beltaine  ( uma das festas da roda do ano) . A entrada de uma nova religião nos costumes de um povo é algo normal na história como processo de colonização, {o que eu chamaria de domesticar pessoas}, no Brasil o processo de aculturação do povo negro se deu através da religião, adotando a religião dos europeus os negros eram “mais bem aceitos pelos escravocratas”, coisa que valeu a sobrevivência da raça negra entre nós, mas que  foi extremamente difícil de se fazer com os índios, ocasionando na sentença de quase exterminação  a que foram impostos  os índios pelo regime português. Uma festa de celebração, de renovação é um momento de refletir coletivamente sobre episódios passados que vivemos e que precisamos renovar, para não cometerem os mesmos erros que hoje existem sob o nome de “preconceito e abuso de poder”. Onde fica a astrologia neste contexto? : - a astrologia existe desde o começo da humanidade, pois seu nascimento é um misto de necessidade de sobrevivência (física e espiritual) aliado aos ciclos da vida, a roda do ano, por isto não existe astrologia sem história e vice-versa.

   Na mitologia: esta época do ano relaciona-se com o mito de Perséfone, a filha raptada por Plutão (que significa riquezas) que desce ao mundo inferior.  Relaciona-se ao momento em que a menina menstrua pela primeira vez, deixa de ser criança para ser mulher e passa a ser fértil. Também este mito é um reflexo dos hábitos da sociedade grega e outras sociedades de como casavam muito cedo as meninas, e com parentes. Também é reflexo da substituição do tríplice aspecto da divindade feminina (donzela - moça e anciã) para a trindade masculina Júpiter – Netuno e Plutão.  Os mitos eleusianos referem-se aos ritos da vida, morte e passagem do mundo infantil para o adulto e da chegada do bebê gerado por esta “mãe divina”. Para mais referências leiam: Dumézil e Campbell e Barbara Walker.

   Presente de grego: Ne quid nimis  -  Nada em demasia: Esta citação é um célebre preceito grego, uma das mais conhecidas citações da antiguidade e segundo Platão estava gravado em um frontão no templo de Delfos. Também usamos dizer: “nada em excesso”.  
 


   :: ANO 2.000 – A CONJUNÇÃO JÚPITER/SATURNO E O FEMININO ::   

                              (“Astróloga Rose Villanova Graziano“)

   
No dia 28/5/2000 ocorreu a importante conjunção dos planetas Júpiter e Saturno que desta vez foi no signo de Touro. Esta conjunção acontece regularmente a cada 20 anos e marca um momento de transição social, política e cultural da humanidade. Na antigüidade, os astrólogos viam esta conjunção como indicativa de quedas e surgimentos de dinastias e reinados, de morte e nascimento de reis e governantes.

   É como se Júpiter e Saturno fossem os dois ponteiros de um relógio, que ao se juntarem marcam o fim e o começo de um grande “dia cósmico”, um período de 20 anos. Da mesma maneira que nosso relógio, aqui na terra, quando os ponteiros se juntam marca o começo de um novo dia.

   O passado é determinante do futuro, sabemos disso. Buscamos na nossa vida referências no passado, nas experiências vividas, para organizar nosso futuro. Em astrologia o estudo atento do movimento dos astros e seu simbolismo, somado à observação da história, são a ferramenta do astrólogo para prever o futuro.

   Basicamente, Júpiter e Saturno significam: o novo e o velho; a expansão e a estruturação; o objetivo e a concretização, o projeto e a construção; Portanto, a reunião destes 2 astros no céu, sinaliza o novo chegando e o velho se indo; a estruturação dos ideais; a concretização de uma nova proposta. Significa também uma revolução. Revolução de costumes, ideologias, filosofias. É o redirecionamento das estruturas.

   O Touro é o segundo signo do zodíaco e o primeiro da tríade de Terra. Touro abre o ciclo terra, como símbolo de fertilidade. Na verdade o animal simbolizado no zodíaco não é exatamente o bovino macho, mas sim a vaca, o animal que gera. Touro é o mais feminino de todos os signos do zodíaco. Touro é terra e é Fixo, portanto Touro reúne em si todas as qualidades do feminino.

   O significado mitológico de Touro, aparece em todas as culturas da região mediterrânea como símbolo de fertilidade e alimento. O signo de Touro representa a busca de segurança, de estabilidade, daí sua ligação com os provimentos, o que nos remete ao gênero feminino. É a fêmea que provê, alimenta, traz segurança e estabilidade às espécies.    

   Esta conjunção ocorre em signos do mesmo elemento por um período de 160-200 anos. 160 anos é o período “puro” e 200 anos contando com as transições (20 anos antes e 20 anos depois). É como acontece com os planetas lentos no seu ritmo de movimento de retrogradação; muitas vezes ele (o planeta) entra em um determinado signo, fica lá por um pouco de tempo, volta para o signo anterior, para depois entrar definitivamente no signo e quando sai, acontece a mesma coisa; sai para o signo seguinte, volta para o atual, para depois se ir de vez.

   No ciclo dessas conjunções é assim que ocorre. Há uma primeira conjunção no “próximo elemento”, em seguida (20 anos depois) volta a ocorrer no elemento anterior (para terminar o serviço) e depois de mais 20 anos entra definitivamente no elemento novo. Quando o ciclo termina acontece o mesmo: há uma conjunção no próximo signo, volta para o elemento atual e sai definitivamente para uma nova jornada de 160 anos.

   Há 200 anos ela está ocorrendo no elemento Terra (veja quadro abaixo), portanto desde 1802.Em 1842 ocorreu um conjunção no elemento Fogo, encerrando o ciclo anterior de conjunções em Fogo e em 1981 ela ocorreu  no elemento Ar, prenunciando um novo ciclo de conjunções em Ar que assistiremos pelos próximos 160 anos.

1802 - Virgem
1821 - Áries* (fogo)
1842 - Capricórnio
1861 - Virgem
1881 - TOURO

1901 - Capricórnio
1921 - Virgem
1941 - TOURO
1961 - Capricórnio
1980 - Libra* (ar)

2000 - TOURO   

   Isto nos mostra que os períodos se entrelaçam, formando uma perfeita corrente entre eles, um elo que se não houvesse, romper-se-ia a cadeia da vida.
   Pois bem, esta conjunção do ano 2.000 é importantíssima, porque reúne uma série de coincidências que não podem nos passar desapercebidas:

   1. é uma conjunção de fim de século (ou início, como se queira)
   2. é a última conjunção no elemento Terra.
   3. veio precedida (quase simultaneamente) pelo agrupamento dos 7 planetas tradicionais no    mesmo signo (fato astrológico bastante raro), o que ressalta de forma contundente o    simbolismo do signo de Touro.
   4. Recebe a quadratura vinda de Urano em Aquário.


   Durante o ciclo de 200 anos de conjunções num elemento, ocorrem três conjunções em um mesmo signo, no caso: 3 em Virgem, 3 em Capricórnio e 3 em Touro. Para Dane Rudyar, a terceira conjunção é a mais importante delas, a mais forte. Nesta ocasião o movimento social é totalmente renovado ou reafirmado com mais força.

   Dentre inúmeros acontecimentos e avanços da tecnologia e do exacerbamento do materialismo, o fato que mais chama a atenção nesse ciclo de 200 anos foi, sem dúvida nenhuma, o movimento de libertação feminino. Foi através desses duzentos anos que a mulher veio conquistando, passo a passo seu lugar devido.

   Acredito que o fato de estarmos encerrando esse milênio com uma conjunção em Touro seja bem significativo. Touro é o mais feminino dos signos: é Terra e é Fixo. Vejamos então o que ocorreu com a mulher ao longo desse período de conjunções nos signos femininos do elemento Terra:

   No final do sec. XVIII e início do sec. XIX, -  primeira conjunção de Júpiter e Saturno em signo de Terra, em 1802 -  nos EUA, a luta pela libertação, fez do princípio básico da igualdade a primeira expressão de sua Declaração de Independência “Todos os homens foram criados iguais”.. Na França, nesse período, a mulher mesmo tendo participado ativamente ao lado do homem no processo revolucionário, não vê os direitos conquistados estenderem-se ao seu sexo por isso as ativistas revolucionárias da França vão as assembléias, protestando contra leis que visam submeter o sexo feminino ao domínio masculino. reivindicam a mudança da legislação sobre o casamento, que dava ao marido direitos absolutos sobre o corpo e os bens da mulher. É o começo do movimento feminista que adquire características de ação política. A inglesa Mary Wollstonecraft, defensora do princípio de direitos naturais do indivíduo, destaca-se como uma das mais relevantes vozes do feminismo, levando suas idéias de libertação às últimas conseqüências quando em 1792 escreve um livro intitulado “Defesa dos Direitos da Mulher”. Já no sec. XIX vemos a consolidação do sistema capitalista, com conseqüências profundas tanto no processo de produção quanto para a organização do trabalho como um todo, em especial da mão-de-obra feminina.

   1848, marca o pontapé inicial no movimento sufragista feminino americano, com a Convenção dos Direitos da Mulher em Seneca Falls. Nesta convenção redigiu-se uma tradução da Declaração de Independência dos Estados Unidos, que começa com a frase: “Acreditamos serem estas verdades evidentes: que todos os homens e mulheres foram criados iguais...”

   Em 1857 no dia 8 de Março - após a segunda conjunção Júpiter/Saturno em um signo de Terra (Capricórnio) -   29 tecelãs de uma fábrica de tecidos em Nova York foram carbonizadas durante uma reivindicação de melhores condições de trabalho. Ainda neste ano, a lei matrimonial da Grã Bretanha permite às mulheres requererem o divórcio e confere às separadas ou divorciadas o direito a seus bens.

   Em 1869 – após a terceira conjunção em Terra – John Stuart Mill, publica “A Submissão das Mulheres” e é aberto em Cambridge, o Girton College para Mulheres.

   Em 1870 é aprovada a lei da propriedade das mulheres que confere a elas, mesmo quando vivem com seus maridos, o direito a terem renda própria.

   Em 1871  é constituída a União Nacional para melhoria da educação das mulheres, na Grã Bretanha.

   Portanto é de se notar que essa série de conjunções nos signos de Terra mostram que  lentamente as mulheres começam a buscar ocupar o lugar que lhes é devido na sociedade.


1ª CONJUNÇÃO EM TOURO - 1881   


   Checando os acontecimentos, vemos o quanto é significativa a primeira conjunção no signo de Touro para a libertação feminina:

   O final do sec. XIX e início do sec. XX – primeira conjunção no signo de Touro em 1881 - foi fortemente marcado pelo início da participação da mulher nos campos; científico: Marie Curie, literário: Pearl Buck, Virginia Wolff, artístico: Marlene Dietrich, Isadora Duncan, Chiquinha Gonzaga,  político: Rosa de Luxemburgo,  e empresarial: Elizabeth Arden, Helena Rubinstein, Coco Chanell.

   Em 1882 –na Grã Bretanha, a lei de propriedade das mulheres casadas dá a estas o mesmo estatuto legal que os homens no que se refere à propriedade. em 1883 é revogada a lei de doenças contagiosas, que sujeitava toda mulher suspeita de ser prostituta a uma inspeção médica.

   1893 – As mulheres, na Nova Zelândia, obtêm o direito a voto.

   Em 1895 Freud concluiu a Teoria do Inconsciente e Estudos Sobre a Histeria e em 1904, publicou a Psicopatologia da Vida Cotidiana e três ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, é o começo da psicanálise, mais tarde Carl G. Jung com seu conceito de Ânima e Ânimus contribui ainda mais para a conquista dos direitos de igualdade de sexo.

   1903 – na Grã Bretanha, Emmeline Pankhurst funda a União Social e Política das Mulheres.

   1909 – As mulheres são admitidas nas universidades alemãs.

   1918 – As mulheres russas tornam-se iguais aos homens em seus direitos e deveres, recebendo o mesmo pagamento pelo mesmo trabalho.

   Depois vieram as guerras, e cada vez mais a mulher foi saindo de casa, da submissão ampla geral e irrestrita aos ditames dos homens. Em 1914 com a primeira guerra mundial a posição feminina na sociedade avança mais um pouco e à partir de 1920 as mulheres conseguem finalmente seu direito ao voto nos EUA, seguido pela França e Inglaterra, no Brasil essa conquista da mulher aconteceu em 1932, sendo que em alguns estados esse direito já havia sido conquistado.


2ª CONJUNÇÃO EM TOURO - 1941   


   Fatos significativos, no que concerne à liberação feminina, sucedem a segunda conjunção em Touro em 1941:

   Á partir de 1939, por causa da guerra, muitas mulheres japonesas foram mobilizadas para trabalhar em fábricas e as donas-de-casa de Tóquio tiveram que enfrentar sérios bombardeios e evacuação. Terminado o conflito, os EUA sancionou formalmente a libertação das mulheres das tradicionais leis feudais. Elas passaram a receber o mesmo salário que os homens em serviços de escritório. Além disso, passaram a fazer parte do mundo dos negócios da moda e das publicações. Antes disso era impossível para as japonesas escaparem à crença de que a única tarefa feminina era tratar bem ao homem.

   1941 – na Grã Bretanha, todos os sindicatos filiados ao Congresso dos Sindicatos concordaram em pagar o mesmo salário para mulheres que faziam serviços “masculinos”. Mulheres solteiras e viúvas sem filhos menores, passaram a ser recrutadas para o Serviço Naval de Reserva Feminino, a Força Aérea Auxiliar Feminina e o Serviço Território Auxiliar, que chegou a ter 216.000 membros que dirigiam todo o tipo de veículo, inclusive caminhões de 10 toneladas. No fim da Guerra 4.000 mulheres já haviam tomado parte em operações de radar. Em Moscou, operárias e estudantes praticavam exercícios paramilitares. As mulheres no Japão foram para a indústria.

   No final da década de 40 Simone de Beauvoir escreve o livro “O Segundo Sexo”, que denuncia as raízes culturais da desigualdade sexual. Sua análise constitui um marco, na medida em que delineia os fundamentos da reflexão feminista. No Brasil, Heleieth Saffioti publica “A Mulher na Sociedade de Classes, em que faz uma análise da condição da mulher no sistema capitalista.

   Em 1952 foi lançada a pílula anticoncepcional, ao mesmo tempo em que o Dr. Kinsey, publicava o livro “O Comportamento Sexual da Mulher” mais um grande passo na liberação feminina, também à partir dessa época inúmeras estrelas do cinema passaram a exibir seus corpos, não de todo nus, claro, mas já sem o peso de serem tachadas de prostitutas, muito pelo contrário, ganharam sucesso e fama por conta dessa  “ousadia”. Nessa época surgiram: Brigitte Bardot, Marilyn Monroe, Cláudia Cardinalle, Sophia Loren, Jane Mansfield, todas com alta dose de sensualidade. Finalmente foi possível à mulher adquirir o direito ao orgasmo (!). Sim, porque até então era muito comum achar que isso era apenas coisa para prostitutas. Também nesta época surgiu o movimento feminista com Betty Friedam. Enfim, tudo à partir da 2ª conjunção de Touro.


AGORA – A 3ª CONJUNÇÃO – ANO 2.000   


   Nos últimos anos salta aos olhos as conquistas femininas, delegacias de mulheres foram criadas, a mulher hoje já ocupa altos cargos executivos em empresas de grande porte, cargos políticos e ministeriais, enfim o lugar que cabe à mulher está a cada dia sendo mais e mais conquistado, embora ainda falte um bocado. Agora porém, com esta última conjunção em Terra, em Touro e mais a grande concentração dos 7 sagrados em Touro, nada poderá ficar  para trás.

   Não podemos ignorar que no Oriente Médio, a mulher ainda vive situações de total constrangimento e submissão. Todavia é de se acreditar que depois desse ciclo tão fértil em conquistas femininas, também lá o quadro possa começar a se reverter. Desde que a Internet passou a entrar em nossas casas – fato que ocorreu à partir da primeira conjunção de Júpiter e Saturno no signo de Libra  mostrando claramente o que teremos no próximo ciclo de 200 anos sob o domínio do elemento Ar - não creio que alguma cultura possa estar tão protegida como esteve até agora. A Internet, enquanto rede, tem um movimento integrador e agregador, portanto bastante feminino na sua essência. Em pouco tempo essa “instituição” irá ganhar proporções gigantescas – a mesma que alcançou a TV. Com a substituição da TV pela Internet (a conjunção em quadratura a Urano), uma reviravolta dos valores e comportamentos irá acontecer e com certeza as mulheres no Oriente Médio irão ganhar maior espaço.

   É de se esperar que o ciclo patriarcal esteja com os dias contados. Oxalá a humanidade possa viver o período no qual homem e mulher terão seus respectivos espaços, terminando esta disputa ridícula entre os sexos, que tantos perdedores faz. Estaremos entrando em um novo momento da história, à partir de 2020 quando as conjunções Júpiter/Saturno acontecerão no elemento Ar, que provavelmente será marcado por um movimento para o compartilhar. Estaremos, nesses próximos anos nos libertando do domínio do Ter (terra) e entrando  na era do Ser (ar)?

   Também a questão relativa ao meio-ambiente tomará proporções importantíssimas e talvez, homens e mulheres – agora lado a lado - consigam restabelecer a saúde do nosso Planeta.
 

Rose Villanova.
 

   :: Sociedade ::   

   ** Tenho constatado com tristeza o elevado número de adolescentes grávidas e mães na cidade. Pelo bem destes jovens que, na sua imaturidade juvenil não imaginam o quanto estejam alterando o seu destino, (acumulando responsabilidades que deveriam estar sendo concentradas em seus estudos), não seria o momento de fazer uma campanha mais radical?

   ** Outro fato a ser revisado urgentemente é a falta de educação existente entre os ciclistas que resolveram invadir as calçadas, colocando em risco a vida de crianças, idosos e a população em geral e muitos deles são agressivos verbalmente, enfrentando os pedestres e desrespeitando a lei , afinal está no código de trânsito que é proibido este tráfico de bicicletas na calçada...

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