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Veja
nesta página artigos de Nadia Greco publicados nos jornais Folha
da Cidade de Itatiba e Acontece, de Morungaba:
Todo
o texto abaixo é de minha inteira responsabilidade, por isto se
tem algum comentário a fazer terei o maior prazer de conversar com
você, me escreva. Se quiser usar o texto ou parte dele, não tem
problema, apenas lembre-se que dependo do meu trabalho profissional
para viver e cite a fonte do texto, também ficarei contente se me
informar disto.
O
texto não está completo e isto é de propósito, muitas outras informações
interessantes sobre a história da astrologia e mitologia que foram
resultado de anos de estudo posso contar pessoalmente em palestras
ou cursos.
Mas
também farei vários acréscimos com o tempo.
Entender
a história da astrologia implica em compreender porque os símbolos
mitológicos chegaram a nós e como são conhecidos atualmente, como
ocorreram os fatos históricos e como eles se mesclaram ao mundo
religioso e mítico dos antigos. A astrologia funciona, muito bem
obrigada, porquê está vinculada ao mundo dos arquétipos, aos símbolos,
enfim ao que chamamos também de mitos. Na grande discussão se a
astrologia é ciência ou não eu acrescentaria que se a ciência tivesse
um pouco desta consciência “ecoarquetípica” que existe na astrologia,
teria beneficiado muito mais a vida humana. 
“A
astrologia é para todos, mas nem todos são para a astrologia”, esta
frase costuma ser usada para a magia, mas cabe muito bem aqui; e
reflete e resume o que penso sobre a discussão do que é a astrologia.
Se uma pessoa não tem aptidão para compreender os símbolos, ela
não deixa de vivencia-los por conta disto, (os símbolos nascem e
morrem “colado ás nossas células”), porém ela não está apta a servir
de intérprete para eles e muitas vezes ela nunca os compreenderá,
porquê não consta do seu momento evolutivo fazer isto. Esta
discussão acaba caindo para a questão da ciência e eu acredito que
a Astrologia não precisa da ciência, e nunca precisará, a ciência
precisa é se preocupar em corrigir seus problemas e deixar a astrologia
no seu canto e vice-versa. Esta necessidade da astrologia ser chamada
de ciência é um reflexo do século da razão, que sufoca o homem com
tantas tecnologias e seu progresso na grande maioria das vezes desvinculado
de ética. (afinal estamos matando o planeta, e senão me engano é
do planeta que moramos que me refiro...) Enquanto a ciência na maioria
das vezes só contemplou o exterior humano e suas imensas realizações
a qualquer preço, cometeu o pecado da soberba e ignorou as necessidades
interiores dos seres humanos. A astrologia faz o inverso e por isto
só ela já é digna do meu mais profundo respeito. (mesmo que para
isto também tropece em erros humanos)
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Conversando
com os Gregos:

Um
dia por acaso descobri que os gregos eram meus patrícios!
Meu sobrenome quer dizer: Greco: – homem que veio do Oriente ou
o que veio da Grécia. Meu avô Vincenzo Greco lutou na guerra na
Grécia e tinha uma face típica oriental dos gregos. Falei Oriental
sim, não Ocidental, não errei não, no princípio a Grécia fazia parte
do Oriente, te explico mais abaixo.
Então
o que está para além dos mitos gregos; de onde os próprios gregos
teriam tido a inspiração para suas histórias e mitologias?. Como
o mito é a essência para a astrologia e é a base da psicologia,
matéria também muito utilizada pela astrologia, creio que
a resposta é que deveríamos ter uma vasta noção do assunto.
Mas mesmo sendo uma noção não pode deixar de ser profunda. Nesta
introdução vamos buscar o passado e conversar um pouco sobre estas
respostas, vamos fazer uma pequena viagem à pré-história, á Mesopotâmia,
a Grécia e ao Egito:
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Períodos
da pré-história:

O paleolítico
superior cerca de 28.000 – 10.000 a.C. O neolítico
c. 10.000 – 6.000 a.C. Calcolítico c. 6.000
– 3.000 a C. Hassuna c. 5.500 – 5.000
Halaf/Ubaid c. 5.000 – 4.000 a. C. Uruk
– c. 4.000 – 3.200 a. C
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Períodos
da história Sumeriana:

Primeiro Dinástico
I c. 3.000 – 2750 a.C. Primeiro Dinástico
II c. 2.750 – 2.600 a.C. Primeiro Dinástico
III c. 2350 –2.000 a.C. Dinastia Acádia
c. 2.350 – 2.000 a.C. Ur c. 2.150 – 2.000
a.C
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::
A
Pré-história ::

(...)
A percepção da mortalidade trouxe autoconsciência ao Homo–sapiens,
e com ela a distinção entre o corpo e o eu, com a crença da vida
após a morte, com os primeiros ritos funerários.
A
pré-história é a fase mais importante da humanidade, pois foi quando
ocorreu o processo psicofísico que fez com que o homem emergisse
gradualmente da sua origem e evoluísse para uma espécie dotada
de racionalidade e liberdade. (...)
Além
da evolução física, o quanto a mente em separado colaborou para
a construção da máquina humana? Se no princípio o cérebro reptílico
era fundamental para a preservação num ambiente hostil, depois que
não foi mais preciso tanta proteção, como o cérebro se comportou?
Falo aqui de medo/coragem, etc, enfim respostas simbólicas para
fatos que não entendíamos . O cérebro precisava de quê para conversar
com o meio ambiente? Em minha opinião existe uma resposta a ser
pesquisada e no cérebro encontramos a resposta para entender como
os símbolos foram necessários para a construção da identidade astrológica,sol,
lua, estrelas, eclipses, etc... uma identidade que ajudava o homem
a identificar-se com a natureza-mãe e os elementos dos quais ele
ainda não dispunha de meios para controlar. Ao evoluir até o ponto
de controlar a natureza, o neo-cortex “assume a liderança” e o homem
foi perdendo sua conexão com os mitos primevos, até ignorar
e rechaçar totalmente qualquer coisa relacionada
á eles como o fazem muitos dos estudiosos.
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::
O
Período Neolítico ::

Agricultura
sedentária, fabricação de cestos, cerâmica, construção e administração
de vilas...
Çatal
Huiuk na Turquia é um dos sítios arqueológicos mais famosos ( assim
como Pompéia)
Os
camponeses neolíticos tinham culturas profundamente mágicas com
práticas rituais congeladas no tempo. Também existe o método de
cozinhar nos potes de cerâmica que chegaram daquela era até nós,
onde a comida é fechada hermeticamente no pote de cerâmica e deixada
á alta temperatura (sol ou sob a terra abaixo de uma fogueira),
um costume que atravessou povos e gerações. A evolução favorece
a mulher geneticamente. Num recente programa italiano (da Tv RAI
Uno) os médicos explicavam isto: quê a mulher é privilegiada vivendo
mais, mesmo tendo mais patologias porquê é a matriz.
De
acordo com estas afirmações podemos supor que os neolíticos teriam
por necessidade de sobrevivência e em seu natural processo evolutivo
aprendido a observar o sol, as estações, o planeta Vênus, a lua,
enfim seus ciclos.
Na
astrologia temos as deidades femininas mitológicas: a Lua, Vênus
, essas deusas são remanescentes das trindade mitológica feminina.
Em certas sociedades antigas e também indígenas, a Lua era
considerada o Esposo e a mulher sua esposa, em outras sociedades
a Lua era a própria Esposa e as mulheres suas filhas .
Comentários
futuramente
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Os
outros são masculinos : Sol , Marte, Júpiter, Urano, Netuno, Plutão
.
Também
vou falar desta turma depois!
Os
nômades habituados ás exigências mais enérgicas da vida pastoral
guerreira, traziam consigo uma abordagem mais racional e uma propensão
natural para a liderança, os nômades eram uma constante ameaça (de
invasão) para os povos do Egito.
Os
nômades assim e os povos marítimos devem ter tido grande influência
sobre as cartas de estrelas fixas. A combinação destes atributos
combinada com as qualidades dos camponeses sedentários provocou
o surgimento das civilizações primárias, a partir das cidades estado.
As cidades estado marcaram o ponto onde a sociedade deixou de se
referir, distinguir , pelos laços sangüíneos (uma sociedade
com características matriarcais) e que foi trocada pela referência
geográfica. Instalando-se o “poder do estado” através das armas
e dos exércitos, o homem instalou definitivamente a sociedade patriarcal.
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::
A
Sociedade "Dinka" ::

No
programa apresentado pelo Discovery Channel sobre a sociedade “Dinka”
(Congo- África) encontrei uma das referências mais primitivas da
humanidade, ainda vivem do gado e usam o termo que “eles trabalham
para o gado” e não o gado para eles (método que eles tem substituído
pelo trabalho de arar usando o gado, em vez de usar as mãos unicamente,
método que é moderno para eles , primitivo para nós que usamos máquinas
. O gado, uma raça em particular que é branco, tem os chifres muito
mais alongados que os bois de outras raças tem, me chamou a atenção
porque são exatamente a mesma representação dos chifres encontrado
em hieróglifos egípcios . Esta sociedade que tem em sua raiz o respeito
pelos ancestrais, tem uma cerimônia onde é escolhido um boi e as
pessoas chegam trazendo suas mazelas, de qualquer gênero e é no
boi despejado tas as mazelas através de um ancião que é o conselheiro,
o boi é massageado com um pó branco e após ser deitado do lado direito
é sacrificado cortando sua garganta , ele será o mensageiro de todos
aqueles pedidos aos deuses e ancestrais. Nos rituais de casamento,
após meses de preparação onde os moços e moças são separados e precisam
cumprir atividades que prove que estão aptos a casar, (os rapazes
cuidam do gado) a aldeia toda se reúne, as mulheres e homens casados
vestidos, os solteiros e solteiras se cobrem apenas de uma faixa
no quadril, em grande euforia dançam, os rapazes dão saltos e requebram,
as moças com os braços estendidos para trás, enfatizando seu peito
requebram os quadris, toda a aldeia dança em euforia num grande
círculo comemorando a nova passagem dos jovens á vida adulta. Acrescentei
este episódio para fazer uma observação: não seriam “os bacanais”,
nada mais do que cenas como as descritas acima que teriam sido mais
tarde vistas com extrema pudicícia pelos gregos (que mantinham suas
mulheres restritas ao gineceu?)
As
sacerdotisas, (e isto é uma especulação minha baseada nas observações
arqueológicas de Marija Gimbutas), devem ter sido instituídas no
período neolítico, quando a mulher nas suas necessidades de gerar,
cuidar e manter vivo seus filhos colaborou para que o homem se adequasse
as dificuldades do período primitivo. Quem fez a primeira sopa e
o primeiro assado? Quem costurou e lavou a primeira roupa? Quem
fez o primeiro parto? Quem fez o primeiro pote de cerâmica?
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::
A
Grécia ::

Perfil
geográfico:
(...)
A Grécia nunca foi, como pareciam pensar os antigos historiadores
uma terra em si completamente ocidental quanto ao espírito; supremamente
civilizada..., ...parece ter sido originariamente tão oriental como
o Egito primitivo , cuja cultura teve afinidade direta. Mais
tarde foi ocidentalizada e no V século já não se distinguia muitas
das nações orientais do Oriente próximo como não se distingue hoje,
chamá-las de bárbaras significa apenas que elas não falavam grego
(...)
Quando
a Grécia se tornou helênica deixou inteiramente de pertencer ao
oriente próximo, apenas suas relações exteriores, suas conexões
com o Oriente é que nos interessa agora.
Os
gregos e italianos morenos de hoje estão racialmente ligados de
modo muito mais estreito ao sírio e ao egípcio do que ao celta,
ao eslavo ou ao teutão, embora atualmente tenham falado desde 3.000
anos línguas faladas pelos seus vizinhos do norte, línguas que lhes
foram impostas pelos arianos conquistadores. O período que
esta conquista se realizou está fixada aproximadamente, pelo menos
na Grécia, na época tenebrosa que se intercala entre as civilizações
pré-histórica e clássica da Hélade. A civilização grega que sempre
conhecemos é produto da miscigenação da cultura setentrional invasora
dos povos de língua ariana com os remanescentes da antiga civilização
mediterrânea, (pesquisar no livro o resto da frase) ligada á do
Egito e que havia se desenvolvido desde as origens nas bacias do
mar Egeu, como a do Egito havia se desenvolvido no vale do Nilo.
A
cultura dos pré-gregos (egeus, micênios ou minoanos) decorria diretamente
da dos egeus neolíticos sua língua derivava presumivelmente dos
egeus neolíticos A mais antiga cultura da Grécia foi uma cultura
que se desenvolveu desde o neolítico até a plena civilização da
idade do bronze. Os egeus neolíticos eram os antepassados dos minoanos
e micênios e pelo vestuário eram meridionais vindos da áfrica.
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As
Mulheres:

Na
Creta minoana, as mulheres aparecem representadas muito mais freqüentemente
que nos tempos Assírios (onde praticamente nem existem) e tinham
participação muito mais ativa até que no Egito, envolvendo assuntos
religiosos e de governo.
Recentemente
os arqueólogos encontraram os restos de uma sacerdotisa e seu sacrifício,
uma jovem de dezoito anos. Somos habituados a julgar os fatos a
partir da concepção de nossa sociedade, o que acredito nos trouxe
principalmente a nós mulheres enormes prejuízos, afinal quem escreve
a história são os homens. Então vamos considerar como hipótese os
seguintes fatos: *leia texto e tradução na parte Mulheres*
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::
Vênus
e Marte ::

O
que faria uma sociedade adotar como deusa da guerra a figura de
uma mulher?
Os
homens têm superior massa muscular e altura, isto todos sabemos,
mas será que em condições extremas uma mulher não seria capaz de
lutar até a morte?
Comentários futuramente...
A
sociedade Chang na China relata a história de uma concubina do Rei
que comandou um exército de 13.000 homens e foi enterrada com honras
militares. Relatos como este são comuns na história antiga.
Sabemos
que os filhos acabam sendo responsabilidade da mãe e naquele tempo
não devia ser diferente, o pequeno ser completamente dependente
da mãe para sobreviver num ambiente hostil, cercada de perigos,
animais ferozes, etc... O primeiro mito sobre o b~ebe humano fala
de como o ser foi criado em sua extrema fragilidade e dependência
de sua mãe, Umul, filho de Enki e Nimah - A mulher por semanas sozinha
esperando o retorno dos homens que saíram caçar, com quem contaria?
Apenas consigo mesmo e nada mais natural que aprendesse a se defender,
a princípio uma faca, depois um arco e flecha, depois uma espada
e logo estaria domesticando cavalos e animais para garantir sua
subsistência e a de seus filhos, principalmente na ocorrência de
seu companheiro ter morrido nas garras de alguma fera. Alguém tem
alguma duvida que uma mulher era capaz disto?. Segundo ponto é o
efeito que o parto teve sobre o masculino: - como podia um ser que
aparentemente mais frágil suporta tamanho abuso da natureza?. Afinal
expelir de si um ser de até 4 kilos ou mias até devia parecer
no mínimo obra divina, e o que dizer do sangue menstrual
expelido todos os meses em sincronia com as fases da lua,
sem dor ou cortes também deveria mesmo parecer algo sobrenatural.
O
uso do termo “prostituição sagrada”, termo cunhado sob as idéias
modernas de nossa sociedade (paternalista/patriarcal) deveria ser
substituído por outro termo talvez “sexo sagrado”.
Não
podemos conceber termos para coisas que podem se refletir caoticamente
sobre toda uma geração de mulheres por séculos e séculos de forma
tão leviana. Devemos considerar que aquela sociedade tinha padrões
de ligação com a natureza, seus eventos, a concepção religiosa e
sobrenatural das coisas de forma totalmente diferente da nossa.
(o que me leva a afirmar com 99, 99% de certeza que o uso deste
termo para definir as mulheres que ficavam nos templos celebrando
rituais de fertilidade é bastante inadequado) .Principalmente porquê
foi concebido sob um enfoque moderno masculino do use e jogue fora/de
que toda mulher é descartável e promíscua. Num mundo
sem as nossas facilidades modernas, em sua totalidade entregue ao
destino, nada mais natural que se contasse com as forças da natureza
e a elas se voltassem como superiores e as próprias detentoras do
Destino. Mais tarde na Babilônia o rei era considerado o representante
divino na terra e as sacerdotisas seus veículos de informação, porquê
sendo as matrizes da humanidade estavam a meio caminho entre o humano
e o divino.
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Perfil
Mitológico e Religioso:

Poseidon:
(...)
Na religião grega parece haver um embate subjacente á mitologia
indo-européia que os gregos arianos haviam trazido consigo (princ.
em Creta) que é mais provavelmente um remanescente da velha religião
Egéia: divindades secundárias dos bosques, das pedras, da água,
do oceano, deusas caçadoras e guerreiros solares, dríades, sátiros
e faunos, naiades, e o velho homem do mar que encontramos gravados
em muitos sinetes minoanos (seria ele poseidon?creio que sim) o
demônio da água com cabeça de animal é ali familiar e Ártemis
é muitas vezes lembrada . É possível que poseidon tenha sido herdado
pelos gregos dos minoanos. Ele era a principal divindade dos iônios,
que mais do que os outros gregos conservavam o sangue antigo. Réia
era a divindade mais festejada na sua trindade- mãe-filha-velha
ou jovem virgem- mãe e velha . Mas virgem aqui tem a conotação de
não casada .Virgem como aspecto físico é algo recente.
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Babilônia:

Perfil
geográfico: 
As
expedições do museu Britânico mostraram que as mais antigas populações
civilizadas da Babilônia viviam no período de cultura calcolítico,
numa idade de transição entre a pedra e o metal. Essas expedições
são da época de 1918 á antiga Eridur, tradicionalmente a mais antiga
cidade da Babilônia.
No
caso do Egito também alcançamos o período anterior aquele em que
surge a escrita, o período neolítico, em que se usava apenas a pedra
e o metal ainda não havia aparecido.
A
população calcolítico parece não ter conhecido a escrita.
Enquanto
o Nilo tinha um comportamento muito mais previsível para os egípcios,
o Tigre e o Eufrates eram bem outra história, acrescentando o fato
que viviam variações climáticas, chuvas torrenciais, enchentes devastadoras,
ventos cortantes, esta sociedade vivia sob a influência da força
e da violência da natureza.
(...)
No Egito o Faraó simbolizava o triunfo de uma ordem divina inabalável
sobre as forças do caos, na Mesopotâmia a monarquia representava
a luta de uma ordem humana, com todas as suas fragilidades e ansiedades,
para se integrar ao universo (...)
Nestas
sociedades totalmente á mercê da natureza, natural que seus símbolos,
seus registros fossem totalmente voltados para a natureza, falamos
de milhares de anos, não de poucos anos. O que a memória registrou
nos nossos genes é gradualmente apagado pelas facilidades de nosso
século, mas não foram totalmente apagadas e nunca serão, fazem parte
do cérebro reptílico.
As
histórias de Sargon escrita nas tábuas cuneiformes:
Sargon:
o rei acadiano (por volta de 2.300 a.C. até por volta de 2.218 a.C.)
de origem modesta, fora serviçal de Usabba (rei de Kirsh) e tem
a mesma história de Moisés (ou devo dizer que Moisés que tem a mesma
história dele?) nas tabuas cuneiformes se lê:
“Sargon,
rei da Acádia, eu sou.
Minha
mãe era uma alta sacerdotisa, meu pai eu não conheci.
O
irmão de meu pai vive nas montanhas.
Minha
mãe, alta sacerdotisa, me concebeu em segredo,
Colocou-me
em uma cesta que ela selou com betumem...
Um
jardineiro me achou e criou
e
sendo protegido de Ishtar
Me
tornei rei ”
Sargon
conquistou os Sumérios por volta de 2.330 a.C., criou o primeiro
dos muitos impérios Semitas que dominou a Mesopotâmia e também a
costa mediterrânea.
Interessante
aqui é que Sargon conta que era filho de uma sacerdotisa (elas eram
proibidas de terem filhos e costumavam ser filhas de famílias abastadas
e importantes)
Enheduanna,
a filha do rei Sargon da Acádia (também chamado de rei Ágade) era
uma sacerdotisa do deus lua (Sin) assim como tinha sido a mãe dele.
Depois da morte de seu pai, um outro regente de Ur removeu-a do
seu cargo de alta sacerdotisa e ela se expressa assim:
-
“Minha ”bela boca”
conhece só confusão”. Esta afirmação expressa que ela já não podia
pronunciar o oráculo com perfeição por ter perdido o poder e a inspiração
para fazê-lo.
-
Ela também é responsável
por uma coleção suméria de hinos de templos.
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::
A
cultura Mesopotâmica ::


Combinava
esta visão mágica e profunda e abrangente do mundo com um sólido
senso comum. A arte e a ciência mesopotâmicas refletem perspectivas
dualistas mágico-pragmáticas. Sua ciência combinava conhecimentos
objetivos com rituais mágicos como no caso típico da astrologia,
que associava observações astronômicas exatas com o calendário lunar
de 12 meses e 30 dias e um mês intercalado a intervalos regulares
com o pensamento mágico. A ciência da “adivinhação” ocupava um lugar
privilegiado no universo intelectual dos mesopotâmios e paralelamente
com esta “ciência” havia realizações importantes na matemática,
como o de um símbolo para o zero. O acadiano é uma língua falada
semelhante ao árabe moderno e ao hebraico, aqui se encontra a resposta
porque a mitologia deles se mescla á dos hebreus.
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O
calendário Babilônico:

Tinha
12 meses de 29 dias, igual a 354 dias (são 365 dias , então sempre
iniciavam o calendário 11 dias mais cedo). O astrônomo avisava o
rei quando adicionar o mês extra para reorganizar as estações.
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Primeiro
mês
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Março
/ Abril
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Nisamnu
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Segundo
mês
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Abril
/ Maio
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Ayyaru
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Terceiro
mês
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Maio
/ Junho
|
Simanu
|
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Quarto
mês
|
Junho
/ Julho
|
Du´uzu
|
|
Quinto
mês
|
Julho
/ Agosto
|
Abu
|
|
Sétimo
mês
|
Agosto
/ Setembro
|
Ululu
|
|
Oitavo
mês
|
Setembro
/ Outubro
|
Iashniritu
|
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Nono
mês
|
Outubro
/ Novembro
|
Arahsamnu
|
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Décimo
mês
|
Novembro
/ Dezembro
|
Kishimu
|
|
Décimo
Primeiro mês
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Dezembro
/ Janeiro
|
Tebetu
|
|
Décimo
Segundo mês
|
Janeiro
/ Fevereiro
|
Shabatu
|
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Décimo
Terceiro mês
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Fevereiro
/ Março
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Addaru
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Ululu – o mês
adicional correspondente ao 60 – ago/set
Addaru – o mês
adicional correspondente a fev/março
Nas
tábuas cuneiformes se lê:
“Se
o Rei participar da cerimônia no mês Kishimu, ele terá um gênio*
protetor”
*O
Gênio, também conhecido por Djinn e Daimones e “ Apkalu” é mais
tarde chamado de anjo; eram na antiguidade bons ou maus. No filme
“O mestre dos desejos” existe esta representação do gênio mesopotâmico.
O livro “As clavículas de Salomão” é recheado das fórmulas destes
gênios
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| Perfil
Mitológico e Religioso:

Um
dos mitos da criação :
“Os
deuses cansados de trabalhar, procuraram Enki para se aconselhar
e seu conselho foi”:
Criar
criaturas para servi-los no trabalho. Eles gostaram da idéia.
Munido
de argila, material de onde ele morava, e com água, usou para fazer
os humanos.
Ele
soprou vida nas figuras humanas, mas com tempo limitado de vida,
só os deuses podem viver para sempre. Assim foi o humano trabalhar
nos campos e precisavam alimentar (as oferendas) os deuses com comida
e bebida”. Em outra versão Enki encarrega Nammu de criar os
seres, dando forma ao barro de Apsu. O fato que a argila, o barro
serem ser usados não é á toa, afinal o sangue uterino
é vermelho e espesso e a água usada para fazer os humanos é referente
á água salgada do deus feminino Tiamat, mais a água doce (o
sêmem de Apsu).
Os
humanos trouxeram água para a terra árida e assim a fizeram fértil.
A idéia do paraíso para eles era muito deferente dos cristãos, para
eles o paraíso era aqui mesmo. Esta idéia é certa porque com o evento
da glaciação e a mudança do tempo no planeta a terra fértil brotava
em abundância por todos os lados.
*A
primeira geração de deuses é conhecida como Anunnaki.
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| Deuses
e Deusas mais Importantes, suas cidades e atributos:

Deuses
e Deusas mais importantes, suas cidades e atributos:
Apsu:
(ou Abzu) aspecto fertilizante da água subterrânea, ou água doce.
(Eridu)
Tiamat
matéria primeva, á água salgada, com Apsu forma o primeiro casal
divino, o caos original. (cosmogonia de Eridu) .
Mummu,
filha de Apsu e Tiamat é uma matriz de todas as fêmeas e dá origem
ao Céu e a Terra, que originam os grandes deuses ( Eridu)
Ea
(ou Enki), “mestre da magia dos deuses” (neto de Apsu) recorre a
um sortilégio para destronar Apsu, assumindo as funções dele enriquecidas
pela sua inteligência superior. Também “a” em sumeriano significa
“sêmen” e Enki passa e fecunda e irriga ao mesmo tempo. (épico babilônico
Enuma elis) .
Damgalnunna
esposa de Enki, mãe de Asarluhi (Marduk)
Marduk,
mestre da magia dos deuses, (filho de Ea) domina Tiamat que havia
desencadeado hordas de seres monstruosos para devorarem a geração
mais jovem dos deuses.
*Qualquer
semelhança destas descrições acima com os mitos gregos não é mera
coincidência, meu caro Watson!!
Nammu
– matéria primeva da mais antiga mitologia sumeriana, mãe de Enki,
criou vidas através de geração espontânea (sem parceiro masculino)
(Eridu)
An
é o deus Céu citado como consorte de Nammu e pai de Enki (suméria)
(...)
admite-se com freqüência que as deidades femininas são mias antigas
que as masculinas na mesopotâmia (...)
(...)
que o culto feminino como força criadora aquática, com ligações
fortes com o mundo subterrâneo pode antedatar o de Ea -Enki. A água
também é relacionada á sabedoria e á magia.
Innanna
- (Uruk) um conto afirma que Enki guarda o “me” consigo. Innanna
deseja tomar o me para si e foi até Enki. Ao recebê-la num banquete
enbebeda-se com cerveja e a deusa parte com os atributos. “me”
é um termo para designar as formas de comportamento social, leis,
instituições, realeza, funções sacerdotais, ofícios , a música,
relações sexuais, a prostituição,a velhice, a justiça, a paz, a
calúnia, o perjúrio, as artes dos escribas, a inteligência e
todo tipo de emoções e símbolos de carga emocional que serviam para
regular o funcionamento do mundo.
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Ishtar
– deusa irmã do deus lua Sin - (cidade Uruk) -é estrela Vênus, /amor
e guerra, tem arma e leão.
Gula
– deusa da cura e patrona dos doutores – representada como uma mulher
sentada (ou de pé) com seu cão e estrelas atrás dela.
Ninhursag
– deusa sumeriana chamada de mãe dos deuses – é importante, mas
já não aparece nas mitologias posteriores. Representada com um touro.
Nisaba
– a deusa conectada com grãos e a escrita
Nabu
– deus escriba e patrono da escrita, seu animal é o dragão.
Nanna
– deus lua (Eridu)
Lama
– deusa invocada para proteção, veste roupa longa, está como em
oração (e aparenta ser uma velha)
Shamash
– (cidade Sippar), deus do sol e justiça, seu animal é o cavalo
e aparece atravessando o céu.
Ea
- (cidade de Eridu), deus da sabedoria, seu símbolo é o peixe-cabra.
Sin
- (cidade Ur), deus da lua crescente e representado nas costas de
um touro á noite.
Percebemos
uma dualidade: assim como na mitologia egípcia também ocorrem os
deuses aos pares , mas muito mais harmônicos do que nos mitos gregos.
Estes deuses dividem funções iguais para feminino–masculino da época
primeva até uma certa data das dinastias, depois tantos os egípcios,
quanto os mitos sumerianos principiam uma geração masculina com
Marduk, assim como nos mitos gregos Saturnos e Júpiter o fazem e
no mito Hebreu o faz Jeovah e no mito egípcio Hórus
(...) E reis e faraós seriam sucessores/ representantes na terra
do deus. Eridu estava estritamente ligada á Ur. Algumas cidades
funcionavam como cidades gêmeas, uma como o centro simbólico e religioso,
a outra como os bairros administrativos e residenciais.(...)
Com
o advento de Marduk percebo o primeiro, ou mais forte sinal de resistência
á divisão de tarefas divinas. Marduk é um mito recente, assim como
a sociedade-estado/ ou cidade-estado. também os deuses ficavam á
disposição dos governantes, caíssem nas suas graças ou nas suas
necessidades era o tal deus /deusa que teria as honras da casa real.
A
conversa está boa, mas por enquanto é isto.
Espero
vocês para as futuras atualizações , pois o assunto é vasto
; ou podemos nos ver em palestras e cursos!
Obrigada
pela sua atenção,
::
Nadia Greco ::
Referências
Bibliográficas:
-Archaic Roman
Religion – Georges Dumezil – University Press. -As Civilizações
Pré-Clássicas – A. Augusto Tavares – Editoral Estampa. -Astrology
and Religion among Greeks and Romans – Franz Cumont – Kessinger
P. C. -As Máscaras de Deus – Vols. I e II – Joseph Campbell –
Editora Palas Athena. -Escrito para a Eternidade – Emanuel Araújo
– Editora UnB. -Genes, Peoples and Languages – Luigi L. Cavalli-Sforza
– University of California Press. -Grandes Impérios e Civilizações
– Mesopotâmia- vol. I e II - Edições Del Prado. -História
do Antigo Oriente- H.R.Hall – Editora da Casa do Estudante
do Brasil. -Mesopotâmia – A Invenção da Cidade – Gwendolyn Leick
– Editora Imago. -Mundane Astrology – M. Baigent, N. Campion,
C. Harvey – Thorsons Ed. -O tempo na história –G. J. Whitrow
– Jorge Zahar Editor. -The Book of the Dead – E. A. Wallis Budge
– Gramercy Ed. -Um Estudo Crítico da História – Hélio Jaguaribe
– Editora Paz e Terra.
Sites:
Roberth
Hand - http://www.rohand.com
http://www.constelar.com.br
http://www.aldeiaplanetaria.com.br
http://www.astroweb.com.br
http://www.portodoceu.com.br
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A
Páscoa
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Na “infância
da humanidade” os homens e mulheres contavam o tempo através da
roda do ano (as estações) que neste momento para nós do hemisfério
sul marca a chegada do outono. Nestas antigas civilizações celebravam-se
rituais para estas passagens de estações onde os animais como a
lebre e o coelho eram tidos como símbolos de fertilidade e ainda
hoje muitos povos usam pintar os ovos como símbolo da páscoa. Os
ritos pré-cristãos (transmitidos através dos povos do hemisfério
norte) foram adaptando-se aos povos e atualmente este símbolo chega
a nós através dos ovos de chocolate, e estamos com isto celebrando
a chegada da nova vida na terra; após o período de inverno e recolhimento
da terra, celebramos o renascimento e a fertilização da vida. Lembremos
que nas sociedades pré-cristãs a mulher era reverenciada
como símbolo de união da família e fertilidade da terra, símbolo
de paz .
A
lua cheia de escorpião é uma lua de renovação e transformação, aproveite
para pedir algo de renovador na sua vida, algo que traga uma mudança
significativa e positiva para você e para as pessoas que ama. Num
momento onde são tantas violências que vivenciamos, nós precisamos
refletir sobre nossos defeitos e limitações para promover definitivas
mudanças no nosso meio ambiente e na sociedade como um todo.
Guy
Deleury afirma no livro * As Festas de Deus:... que os ovos de páscoa
só parecem ter sido introduzidos nos costumes pascais muito mais
tarde, pelo séc. XII.; apenas por acolher bem a tradição céltica
da festa de Beltaine ( uma das festas da roda do ano) . A
entrada de uma nova religião nos costumes de um povo é algo normal
na história como processo de colonização, {o que eu chamaria de
domesticar pessoas}, no Brasil o processo de aculturação do povo
negro se deu através da religião, adotando a religião dos europeus
os negros eram “mais bem aceitos pelos escravocratas”, coisa que
valeu a sobrevivência da raça negra entre nós, mas que foi
extremamente difícil de se fazer com os índios, ocasionando na sentença
de quase exterminação a que foram impostos os índios
pelo regime português. Uma festa de celebração, de renovação é um
momento de refletir coletivamente sobre episódios passados que vivemos
e que precisamos renovar, para não cometerem os mesmos erros que
hoje existem sob o nome de “preconceito e abuso de poder”. Onde
fica a astrologia neste contexto? : - a astrologia existe desde
o começo da humanidade, pois seu nascimento é um misto de necessidade
de sobrevivência (física e espiritual) aliado aos ciclos da vida,
a roda do ano, por isto não existe astrologia sem história e vice-versa.
Na
mitologia: esta época do ano relaciona-se com o mito de Perséfone,
a filha raptada por Plutão (que significa riquezas) que desce ao
mundo inferior. Relaciona-se ao momento em que a menina menstrua
pela primeira vez, deixa de ser criança para ser mulher e passa
a ser fértil. Também este mito é um reflexo dos hábitos da sociedade
grega e outras sociedades de como casavam muito cedo as meninas,
e com parentes. Também é reflexo da substituição do tríplice aspecto
da divindade feminina (donzela - moça e anciã) para a trindade masculina
Júpiter – Netuno e Plutão. Os mitos eleusianos referem-se
aos ritos da vida, morte e passagem do mundo infantil para o adulto
e da chegada do bebê gerado por esta “mãe divina”. Para mais referências
leiam: Dumézil e Campbell e Barbara Walker.
Presente
de grego: Ne quid nimis - Nada em demasia: Esta citação
é um célebre preceito grego, uma das mais conhecidas citações da
antiguidade e segundo Platão estava gravado em um frontão no templo
de Delfos. Também usamos dizer: “nada em excesso”.
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ANO
2.000
– A CONJUNÇÃO JÚPITER/SATURNO E O FEMININO :: 
(“Astróloga
Rose Villanova Graziano“)
No
dia 28/5/2000 ocorreu a importante conjunção dos planetas Júpiter
e Saturno que desta vez foi no signo de Touro. Esta conjunção acontece
regularmente a cada 20 anos e marca um momento de transição social,
política e cultural da humanidade. Na antigüidade, os astrólogos
viam esta conjunção como indicativa de quedas e surgimentos de dinastias
e reinados, de morte e nascimento de reis e governantes.
É
como se Júpiter e Saturno fossem os dois ponteiros de um relógio,
que ao se juntarem marcam o fim e o começo de um grande “dia cósmico”,
um período de 20 anos. Da mesma maneira que nosso relógio, aqui
na terra, quando os ponteiros se juntam marca o começo de um novo
dia.
O
passado é determinante do futuro, sabemos disso. Buscamos na nossa
vida referências no passado, nas experiências vividas, para organizar
nosso futuro. Em astrologia o estudo atento do movimento dos astros
e seu simbolismo, somado à observação da história, são a ferramenta
do astrólogo para prever o futuro.
Basicamente,
Júpiter e Saturno significam: o novo e o velho; a expansão e a estruturação;
o objetivo e a concretização, o projeto e a construção; Portanto,
a reunião destes 2 astros no céu, sinaliza o novo chegando e o velho
se indo; a estruturação dos ideais; a concretização de uma nova
proposta. Significa também uma revolução. Revolução de costumes,
ideologias, filosofias. É o redirecionamento das estruturas.
O
Touro é o segundo signo do zodíaco e o primeiro da tríade de Terra.
Touro abre o ciclo terra, como símbolo de fertilidade. Na verdade
o animal simbolizado no zodíaco não é exatamente o bovino macho,
mas sim a vaca, o animal que gera. Touro é o mais feminino de todos
os signos do zodíaco. Touro é terra e é Fixo, portanto Touro reúne
em si todas as qualidades do feminino.
O
significado mitológico de Touro, aparece em todas as culturas da
região mediterrânea como símbolo de fertilidade e alimento. O signo
de Touro representa a busca de segurança, de estabilidade, daí sua
ligação com os provimentos, o que nos remete ao gênero feminino.
É a fêmea que provê, alimenta, traz segurança e estabilidade às
espécies.
Esta
conjunção ocorre em signos do mesmo elemento por um período de 160-200
anos. 160 anos é o período “puro” e 200 anos contando com as transições
(20 anos antes e 20 anos depois). É como acontece com os planetas
lentos no seu ritmo de movimento de retrogradação; muitas vezes
ele (o planeta) entra em um determinado signo, fica lá por um pouco
de tempo, volta para o signo anterior, para depois entrar definitivamente
no signo e quando sai, acontece a mesma coisa; sai para o signo
seguinte, volta para o atual, para depois se ir de vez.
No
ciclo dessas conjunções é assim que ocorre. Há uma primeira conjunção
no “próximo elemento”, em seguida (20 anos depois) volta a ocorrer
no elemento anterior (para terminar o serviço) e depois de mais
20 anos entra definitivamente no elemento novo. Quando o ciclo termina
acontece o mesmo: há uma conjunção no próximo signo, volta para
o elemento atual e sai definitivamente para uma nova jornada de
160 anos.
Há
200 anos ela está ocorrendo no elemento Terra (veja quadro abaixo),
portanto desde 1802.Em 1842 ocorreu um conjunção no elemento Fogo,
encerrando o ciclo anterior de conjunções em Fogo e em 1981 ela
ocorreu no elemento Ar, prenunciando um novo ciclo de conjunções
em Ar que assistiremos pelos próximos 160 anos.
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1802
- Virgem 1821
- Áries* (fogo) 1842
- Capricórnio 1861 - Virgem 1881 - TOURO
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1901
- Capricórnio 1921 - Virgem 1941 - TOURO 1961
- Capricórnio 1980
- Libra* (ar)
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2000
- TOURO 
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Isto
nos mostra que os períodos se entrelaçam, formando uma perfeita
corrente entre eles, um elo que se não houvesse, romper-se-ia a
cadeia da vida. Pois bem, esta conjunção do
ano 2.000 é importantíssima, porque reúne uma série de coincidências
que não podem nos passar desapercebidas:
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1.
é uma conjunção de fim de século (ou início, como se queira)
2. é a última conjunção no elemento Terra.
3. veio precedida (quase simultaneamente) pelo
agrupamento dos 7 planetas tradicionais no mesmo
signo (fato astrológico bastante raro), o que ressalta de forma
contundente o simbolismo do signo de Touro.
4. Recebe a quadratura vinda de Urano em Aquário.
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Durante
o ciclo de 200 anos de conjunções num elemento, ocorrem três conjunções
em um mesmo signo, no caso: 3 em Virgem, 3 em Capricórnio e 3 em
Touro. Para Dane Rudyar, a terceira conjunção é a mais importante
delas, a mais forte. Nesta ocasião o movimento social é totalmente
renovado ou reafirmado com mais força.
Dentre
inúmeros acontecimentos e avanços da tecnologia e do exacerbamento
do materialismo, o fato que mais chama a atenção nesse ciclo de
200 anos foi, sem dúvida nenhuma, o movimento de libertação feminino.
Foi através desses duzentos anos que a mulher veio conquistando,
passo a passo seu lugar devido.
Acredito
que o fato de estarmos encerrando esse milênio com uma conjunção
em Touro seja bem significativo. Touro é o mais feminino dos signos:
é Terra e é Fixo. Vejamos então o que ocorreu com a mulher ao longo
desse período de conjunções nos signos femininos do elemento Terra:
No
final do sec. XVIII e início do sec. XIX, - primeira conjunção
de Júpiter e Saturno em signo de Terra, em 1802 - nos EUA,
a luta pela libertação, fez do princípio básico da igualdade a primeira
expressão de sua Declaração de Independência “Todos os homens foram
criados iguais”.. Na França, nesse período, a mulher mesmo tendo
participado ativamente ao lado do homem no processo revolucionário,
não vê os direitos conquistados estenderem-se ao seu sexo por isso
as ativistas revolucionárias da França vão as assembléias, protestando
contra leis que visam submeter o sexo feminino ao domínio masculino.
reivindicam a mudança da legislação sobre o casamento, que dava
ao marido direitos absolutos sobre o corpo e os bens da mulher.
É o começo do movimento feminista que adquire características de
ação política. A inglesa Mary Wollstonecraft, defensora do princípio
de direitos naturais do indivíduo, destaca-se como uma das mais
relevantes vozes do feminismo, levando suas idéias de libertação
às últimas conseqüências quando em 1792 escreve um livro intitulado
“Defesa dos Direitos da Mulher”. Já no sec. XIX vemos a consolidação
do sistema capitalista, com conseqüências profundas tanto no processo
de produção quanto para a organização do trabalho como um todo,
em especial da mão-de-obra feminina.
1848,
marca o pontapé inicial no movimento sufragista feminino americano,
com a Convenção dos Direitos da Mulher em Seneca Falls. Nesta convenção
redigiu-se uma tradução da Declaração de Independência dos Estados
Unidos, que começa com a frase: “Acreditamos serem estas verdades
evidentes: que todos os homens e mulheres foram criados iguais...”
Em
1857 no dia 8 de Março - após a segunda conjunção Júpiter/Saturno
em um signo de Terra (Capricórnio) - 29 tecelãs de uma
fábrica de tecidos em Nova York foram carbonizadas durante uma reivindicação
de melhores condições de trabalho. Ainda neste ano, a lei matrimonial
da Grã Bretanha permite às mulheres requererem o divórcio e confere
às separadas ou divorciadas o direito a seus bens.
Em
1869 – após a terceira conjunção em Terra – John Stuart Mill, publica
“A Submissão das Mulheres” e é aberto em Cambridge, o Girton College
para Mulheres.
Em
1870 é aprovada a lei da propriedade das mulheres que confere a
elas, mesmo quando vivem com seus maridos, o direito a terem renda
própria.
Em
1871 é constituída a União Nacional para melhoria da educação
das mulheres, na Grã Bretanha.
Portanto
é de se notar que essa série de conjunções nos signos de Terra mostram
que lentamente as mulheres começam a buscar ocupar o lugar
que lhes é devido na sociedade.
|
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Checando os acontecimentos, vemos o quanto é significativa
a primeira conjunção no signo de Touro para a libertação feminina:
O
final do sec. XIX e início do sec. XX – primeira conjunção no signo
de Touro em 1881 - foi fortemente marcado pelo início
da participação da mulher nos campos; científico: Marie Curie,
literário: Pearl Buck, Virginia Wolff, artístico:
Marlene Dietrich, Isadora Duncan, Chiquinha Gonzaga, político:
Rosa de Luxemburgo, e empresarial: Elizabeth Arden,
Helena Rubinstein, Coco Chanell.
Em
1882 –na Grã Bretanha, a lei de propriedade das mulheres casadas
dá a estas o mesmo estatuto legal que os homens no que se refere
à propriedade. em 1883 é revogada a lei de doenças contagiosas,
que sujeitava toda mulher suspeita de ser prostituta a uma inspeção
médica.
1893
– As mulheres, na Nova Zelândia, obtêm o direito a voto.
Em
1895 Freud concluiu a Teoria do Inconsciente e Estudos Sobre a Histeria
e em 1904, publicou a Psicopatologia da Vida Cotidiana e três ensaios
sobre a Teoria da Sexualidade, é o começo da psicanálise, mais tarde
Carl G. Jung com seu conceito de Ânima e Ânimus contribui ainda
mais para a conquista dos direitos de igualdade de sexo.
1903
– na Grã Bretanha, Emmeline Pankhurst funda a União Social e Política
das Mulheres.
1909
– As mulheres são admitidas nas universidades alemãs.
1918
– As mulheres russas tornam-se iguais aos homens em seus direitos
e deveres, recebendo o mesmo pagamento pelo mesmo trabalho.
Depois
vieram as guerras, e cada vez mais a mulher foi saindo de casa,
da submissão ampla geral e irrestrita aos ditames dos homens. Em
1914 com a primeira guerra mundial a posição feminina na sociedade
avança mais um pouco e à partir de 1920 as mulheres conseguem finalmente
seu direito ao voto nos EUA, seguido pela França e Inglaterra, no
Brasil essa conquista da mulher aconteceu em 1932, sendo que em
alguns estados esse direito já havia sido conquistado.
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Fatos significativos, no que concerne à liberação
feminina, sucedem a segunda conjunção em Touro em 1941:
Á
partir de 1939, por causa da guerra, muitas mulheres japonesas foram
mobilizadas para trabalhar em fábricas e as donas-de-casa de Tóquio
tiveram que enfrentar sérios bombardeios e evacuação. Terminado
o conflito, os EUA sancionou formalmente a libertação das mulheres
das tradicionais leis feudais. Elas passaram a receber o mesmo salário
que os homens em serviços de escritório. Além disso, passaram a
fazer parte do mundo dos negócios da moda e das publicações. Antes
disso era impossível para as japonesas escaparem à crença de que
a única tarefa feminina era tratar bem ao homem.
1941
– na Grã Bretanha, todos os sindicatos filiados ao Congresso dos
Sindicatos concordaram em pagar o mesmo salário para mulheres que
faziam serviços “masculinos”. Mulheres solteiras e viúvas sem filhos
menores, passaram a ser recrutadas para o Serviço Naval de Reserva
Feminino, a Força Aérea Auxiliar Feminina e o Serviço Território
Auxiliar, que chegou a ter 216.000 membros que dirigiam todo o tipo
de veículo, inclusive caminhões de 10 toneladas. No fim da Guerra
4.000 mulheres já haviam tomado parte em operações de radar. Em
Moscou, operárias e estudantes praticavam exercícios paramilitares.
As mulheres no Japão foram para a indústria.
No
final da década de 40 Simone de Beauvoir escreve o livro “O Segundo
Sexo”, que denuncia as raízes culturais da desigualdade sexual.
Sua análise constitui um marco, na medida em que delineia os fundamentos
da reflexão feminista. No Brasil, Heleieth Saffioti publica “A Mulher
na Sociedade de Classes, em que faz uma análise da condição da mulher
no sistema capitalista.
Em
1952 foi lançada a pílula anticoncepcional, ao mesmo tempo em que
o Dr. Kinsey, publicava o livro “O Comportamento Sexual da Mulher”
mais um grande passo na liberação feminina, também à partir dessa
época inúmeras estrelas do cinema passaram a exibir seus corpos,
não de todo nus, claro, mas já sem o peso de serem tachadas de prostitutas,
muito pelo contrário, ganharam sucesso e fama por conta dessa “ousadia”.
Nessa época surgiram: Brigitte Bardot, Marilyn Monroe, Cláudia Cardinalle,
Sophia Loren, Jane Mansfield, todas com alta dose de sensualidade.
Finalmente foi possível à mulher adquirir o direito ao orgasmo (!).
Sim, porque até então era muito comum achar que isso era apenas
coisa para prostitutas. Também nesta época surgiu o movimento feminista
com Betty Friedam. Enfim, tudo à partir da 2ª conjunção de Touro.
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Nos últimos anos salta aos olhos as conquistas
femininas, delegacias de mulheres foram criadas, a mulher hoje já
ocupa altos cargos executivos em empresas de grande porte, cargos
políticos e ministeriais, enfim o lugar que cabe à mulher está a
cada dia sendo mais e mais conquistado, embora ainda falte um bocado.
Agora porém, com esta última conjunção em Terra, em Touro e mais
a grande concentração dos 7 sagrados em Touro, nada poderá ficar
para trás.
Não
podemos ignorar que no Oriente Médio, a mulher ainda vive situações
de total constrangimento e submissão. Todavia é de se acreditar
que depois desse ciclo tão fértil em conquistas femininas, também
lá o quadro possa começar a se reverter. Desde que a Internet passou
a entrar em nossas casas – fato que ocorreu à partir da primeira
conjunção de Júpiter e Saturno no signo de Libra mostrando
claramente o que teremos no próximo ciclo de 200 anos sob o domínio
do elemento Ar - não creio que alguma cultura possa estar tão protegida
como esteve até agora. A Internet, enquanto rede, tem um movimento
integrador e agregador, portanto bastante feminino na sua essência.
Em pouco tempo essa “instituição” irá ganhar proporções gigantescas
– a mesma que alcançou a TV. Com a substituição da TV pela Internet
(a conjunção em quadratura a Urano), uma reviravolta dos valores
e comportamentos irá acontecer e com certeza as mulheres no Oriente
Médio irão ganhar maior espaço.
É
de se esperar que o ciclo patriarcal esteja com os dias contados.
Oxalá a humanidade possa viver o período no qual homem e mulher
terão seus respectivos espaços, terminando esta disputa ridícula
entre os sexos, que tantos perdedores faz. Estaremos entrando em
um novo momento da história, à partir de 2020 quando as conjunções
Júpiter/Saturno acontecerão no elemento Ar, que provavelmente será
marcado por um movimento para o compartilhar. Estaremos, nesses
próximos anos nos libertando do domínio do Ter (terra) e entrando
na era do Ser (ar)?
Também
a questão relativa ao meio-ambiente tomará proporções importantíssimas
e talvez, homens e mulheres – agora lado a lado - consigam restabelecer
a saúde do nosso Planeta.
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Rose
Villanova. 
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::
Sociedade ::

**
Tenho constatado com tristeza o elevado número de adolescentes grávidas
e mães na cidade. Pelo bem destes jovens que, na sua imaturidade
juvenil não imaginam o quanto estejam alterando o seu destino, (acumulando
responsabilidades que deveriam estar sendo concentradas em seus
estudos), não seria o momento de fazer uma campanha mais radical?
**
Outro fato a ser revisado urgentemente é a falta de educação existente
entre os ciclistas que resolveram invadir as calçadas, colocando
em risco a vida de crianças, idosos e a população em geral e muitos
deles são agressivos verbalmente, enfrentando os pedestres e desrespeitando
a lei , afinal está no código de trânsito que é proibido este tráfico
de bicicletas na calçada...
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